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    ‘Novo Testamento me transformou’, diz Ajuliacosta no Afropunk

    Artista enfatizou que a maturidade adquirida refletiu-se diretamente na forma como enxerga seu papel como MC dentro da cultura hip-hop

    Foto: Manuela Meneses/bahia.ba

    De volta ao palco do Festival Afropunk Salvador, a cantora e rapper Ajuliacosta refletiu sobre a evolução de sua trajetória artística e pessoal desde sua passagem pelo evento em 2023. Apresentando o repertório de seu projeto “Novo Testamento”, a artista destacou que a concepção do trabalho marcou um rito de passagem definitivo em sua vida, trazendo mais maturidade, segurança e profundidade à sua performance nos palcos.

    Para Ajuliacosta, o álbum não representa apenas um marco musical, mas uma provocação direta ao público sobre escolhas de vida, valores e autoconhecimento.

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    “Eu queria transmitir que o ‘Novo Testamento’ existiu e que passei por esse processo, que ele foi verdade na minha vida. O que eu quero trazer no show é a mesma coisa do álbum: esse questionamento do que você realmente gosta e do que faz você amar a vida. Quais são as coisas que são importantes ou não na sua vida? É isso”, explicou a cantora.

    Evolução artística

    Questionada sobre as transformações vivenciadas entre sua apresentação anterior no festival e a atual fase da carreira, Ajuliacosta enfatizou que a maturidade adquirida ao longo dos últimos anos refletiu-se diretamente na forma como enxerga sua responsabilidade como MC dentro da cultura hip-hop.

    “Muita coisa mudou, eu amadureci. Sempre digo que foi nesse momento de fazer esse álbum que houve a transformação de menina para mulher, essa transição”, avaliou a artista. “Volto para cá muito mais madura, muito mais segura, aceitando as coisas como são. Acho que isso faz parte do movimento humano. O ‘Novo Testamento’ fez isso por mim e o tempo também”.

    A rapper ressaltou ainda a missão de manter viva a essência da cena e transmitir a história do movimento para quem está chegando agora.

    “A gente está aqui para relembrar as pessoas que estão chegando agora ou que não sabem o que é esse movimento. Eu acho que é essa a importância do MC. É uma coisa que tenho dito e faço questão de falar cada vez mais”, concluiu Ajuliacosta.