‘Nunca tive e nem quero. Sou obrigado?’, diz Ramos sobre redes sociais

    O ator, que praticamente emendou um papel no outro este ano, na TV Globo, deu ainda conselhos aos jovens atores: "A profissão é respeito ao espectador, não glamour"

    Foto: Marcos Pinto / Divulgação

    O ator Tony Ramos, que praticamente emendou um papel no outro (até o final de junho ele era Abel na série “Vade Retro” e agora vive José Augusto em “Tempo de Amar”) falou sobre a experiência cênica que o permite desvincular um personagem do outro e manter o fascínio da atuação.

    Em entrevista ao G1, o artista deu um conselho à nova geração: “Todo jovem é bem-vindo. Apenas eles têm que saber que a profissão não é o tal de glamour. A profissão é respeito ao espectador, perseverança, estudos, leituras etc. etc., enfim, dedicação. Sabendo respeitar isso, boa sorte. O mercado se regula a partir daí”.

    Sobre aposentadoria, assunto que já está na pauta de alguns colegas como Gloria Pires, ele descartou: “Aposentadoria eu não penso. Apenas, creio, diminuirei o ritmo de trabalhos contínuos. Apesar de que, se motivado por um bom projeto, emendarei trabalho, pois trabalhar e ter convites é uma bênção”.

    O ator falou ainda sobre redes sociais, às quais não é adepto: “Vocês me perguntam o motivo de eu não ter rede social (e nunca tive). Eu pergunto: sou obrigado a ter? Claro que não. É óbvio. Evidente e cristalino que não tenho nada contra. Apenas não é meu perfil. E não estou sozinho. Tenho alguns colegas sem rede. Nos EUA e Inglaterra sei de muitos atores e atrizes que não têm”.

    Questionado sobre a possibilidade de criar um fake para espionar o que se passa sem se comprometer, ele também garante que está fora. “Nunca usei o que vocês chamam de perfil falso. Definitivamente, não tenho curiosidade e não deixo que nada me domine. Uso computador para responder e-mails, jogar buraco e ler alguns jornais internacionais. Minha profissão já me deixa muito exposto normalmente, não preciso me expor ainda mais. Sou da paz e da leitura de bons livros”, disse.

    E nem a possibilidade de ganhar dinheiro com postagens o convence: “Sei que poderia até ganhar algum dinheiro com isso. Mas, repito, não é meu perfil. Agora, quem gosta e entende disso, ok. Sejam felizes. Eu sou do meu jeito. Leio jornais impressos de manhã. Acho o YouTube ótimo para resgate de programas, entrevistas etc. Está bom assim”.