Ocupação ‘Côro Comeu’ inaugura espaço cultural no Centro Histórico

    Projeto reúne música, gastronomia e artes em programação regular de quinta a sábado

    Foto: Divulgação

    A Rua do Couro, marcada pela tradição do couro e pela memória cultural no coração do Centro Histórico de Salvador, ganha um novo espaço dedicado à arte, ao encontro e à liberdade criativa. No dia 27 de fevereiro, será inaugurada a Ocupação CÔRO COMEU, em evento exclusivo para convidados e imprensa. Já no dia 28 de fevereiro, o local abre ao público, das 17h às 23h, dando início à programação regular que acontecerá de quinta a sábado.

    Instalada no tradicional Café Nilda Spencer, a ocupação surge como um território cultural independente que busca honrar o passado da rua sem se limitar a ele. Mais do que um café ou um teatro, o espaço se propõe como uma zona autônoma de expressão, onde a criação acontece sem amarras, a ousadia é estimulada e a pluralidade é regra.

    O projeto conta com a parceria da Fundação Gregório de Mattos, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador e da Prefeitura de Salvador, reforçando a proposta de dinamização cultural do Centro Histórico.

    Gastronomia e experiência

    A gastronomia do Bar do CÔRO será assinada pelo chef Ricardo Vallari, profissional com mais de 12 anos de trajetória e passagem pelo Grupo Maní. Atualmente à frente do Proa Gastrobar, o chef desenvolve uma cozinha que valoriza o produto, a sazonalidade e a identidade brasileira, em sintonia com a proposta sensorial e intimista do espaço.

    Território livre de criação

    A Ocupação CÔRO COMEU é promovida por Simone Carrera (Sole Produções), Alexandre Martins (XM Produções) e Ricardo Vallari (Cia do Sertão). O projeto nasce da necessidade de criar territórios livres de experimentação artística, onde diferentes linguagens se cruzam e novas experiências ganham forma.

    Do samba ao rap, do teatro de rua à dança contemporânea, da poesia marginal à arte digital, todas as tribos são bem-vindas. A proposta é promover o diálogo entre diferentes expressões culturais, sem hierarquias.

    A curadoria artística da ocupação é assinada por Gabi da Oxe, responsável pela construção de uma programação plural e conectada com a cena contemporânea. A ideia é consolidar um espaço de experimentação e encontros, onde a música seja vivida como experiência — e não apenas como trilha sonora.

    O espaço foi pensado para um público formado por baianos e turistas interessados em shows intimistas, boa escuta e encontros culturais marcantes.

    Três noites, três atmosferas

    Quinta-feira – Bahia Contemporânea
    A noite será dedicada à nova cena baiana, com apresentações que destacam sons e estéticas emergentes.

    Sexta-feira – Brasil em Travessia
    O público poderá acompanhar ritmos e sonoridades de diferentes regiões do país em apresentações intimistas.

    Sábado – Memória e Celebração
    As noites de sábado serão voltadas à memória afetiva, com repertórios que celebram a identidade musical de Salvador em clima acolhedor.