Publicado em 18/05/2026 às 16h27.

“PESTE” estreia em Salvador e propõe reflexão sobre o esgotamento na vida contemporânea

Espetáculo acontece no início de Junho no Teatro SESI Rio Vermelho

Redação
Divulgação / Assessoria

O *espetáculo solo “Peste” estrelado pela atriz Carol Mota e dirigido por Rafael Fontes, estreia em junho, em Salvador, trazendo ao palco uma narrativa, que te convida a refletir sobre o cansaço, a solidão e as contradições inerentes na vida contemporânea. A temporada irá acontecer nos dias 5, 6 e 12 do próximo mês, às 19h. Já no dia 13, será realizado às 16h, no Teatro SESI Rio Vermelho, localizado na capital baiana.

Com duração de cerca de 60 minutos, o solo mergulha de forma profunda no cotidiano de uma mulher isolada em seu apartamento, atravessada por pressões invisíveis de produtividade e pela lógica da positividade constante.

Em cena, uma tarefa aparentemente banal — matar uma barata — se transforma em gatilho para um percurso emocional, que revela o desgaste psíquico de uma existência marcada por cobranças e frustrações.

A dramaturgia se estrutura em seis momentos distintos, nos quais a personagem transita por situações cotidianas que claramente expõem o esgotamento mental e a alienação contemporânea.

O espetáculo dialoga com reflexões do filósofo Byung-Chul Han, especialmente a partir de sua obra “A Sociedade do Cansaço”, além de referências estéticas e poéticas como “A Metamorfose” de Franz Kafka, e “Não Tenho Boca e Preciso Gritar” de Harlan Ellison.

A encenação aposta em uma atmosfera íntima e inquietante, com trilha sonora e efeitos executados ao vivo sob direção musical de Rudá Paixão, que também integra a banda na bateria, ao lado de Antonio Pinheiro (guitarra). A cenografia, feita por Bertha Blume, propõe um espaço surreal onde elementos do banheiro invadem outros ambientes da casa, refletindo a deterioração psicológica da personagem.

Saúde mental em pauta

Mais do que um retrato individual, “Peste” impulsiona o olhar para questões coletivas. O espetáculo aborda o impacto dos discursos, que incentivam a produtividade constante e discute o esgotamento como uma questão social.

A narrativa também toca na urgência do cuidado zeloso com a saúde mental. Uma preocupação pública, atualmente bastante debatida em diversas esferas da sociedade, justamente pelo crescente número de casos de transtorno em indivíduos.

Experiência

Formado em Interpretação Teatral pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Rafael Fontes constrói sua trajetória como ator, diretor e dramaturgo, com trabalhos como “Andando Sem Sair do Lugar” e “A Repartição”. Em “Peste”, conduz uma encenação, que valoriza o corpo e a presença como motores narrativos.

Já Carol Mota, formada no Bacharelado em Artes e em Interpretação Teatral, também pela UFBA, dá vida a uma personagem que ecoa inquietações contemporâneas, atravessando temas como solidão, memória, fracasso e resistência.

Sua atuação sustenta a intensidade do solo, convidando o público a um mergulho sensível e perturbador.

O espetáculo propõe uma pergunta, que reverbera para além do palco: afinal, quem são as verdadeiras pestes da vida contemporânea?.

Serviço:

Espetáculo: “Peste”

Quando: 5, 6 e 12 de junho, às 19h. Dia 13/06, às 16h; (sextas e sábados)

Onde: Teatro SESI Rio Vermelho, em Salvador (BA);

Duração: cerca de 60 minutos

Classificação: 14 anos

Valor: R$15,00 e R$30,00 (meia e inteira)

Vendas antecipadas pelo Sympla:
https://www.sympla.com.br/evento/espetaculo-peste/3414207

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