Presença de Miriam Leitão foi cancelada para evitar ‘desconforto’, diz organizador

    Jornalista iria participar de feira literária em Santa Catarina, mas seu convite gerou forte reação nas redes sociais

    Reprodução: Divulgação/ AP Assessoria Press

    A decisão de retirar o convite feito a Miriam Leitão e ao seu marido, o cientista social Sérgio Abranches, para participarem da Feira do Livro de Jaraguá do Sul, foi para evitar “desconforto”, diz o organizador do evento, João Chiodini.

    Segundo ele, a organização se viu “obrigada” a cancelar porque surgiram pessoas nas redes sociais “dizendo que não deixariam ela falar”. Em entrevista à Veja, João admite que não gosta de que chamem a medida de “censura”, já que foi uma forma de “preservar” a jornalista de passar por uma situação embaraçosa.

    “A gente se viu obrigado a cancelar porque, depois do anúncio, começaram a surgir reclamações e pessoas dizendo que não deixariam ela falar […] Agimos com prudência. É ruim as pessoas estarem falando em censura agora. Mas foi o melhor para o evento e para ela. Seria muito humilhante ela vir ao palco e não deixarem que ela falasse. Ia ser desconfortável. Ela já tem uma carreira consolidada no jornalismo, não merece passar por esse tipo de coisa”, explica.

    Nesta terça-feira (16), a jornalista se pronunciou sobre o cancelamento da sua presença na feira literária. Ela relatou que, momentos depois de ter sido anunciado o seu nome e o do marido como palestrantes, recebeu inúmeras mensagens de que os dois “seriam recebidos com ovadas”. Segundo a apresentadora da GloboNews, foi a primeira vez que passou por algo semelhante em “12 anos” de carreira.

    “Infelizmente, a intolerância foi mais forte, desta vez. Mas o livro sempre vencerá”, afirmou.