Publicado em 19/05/2026 às 18h11.

Projeto Cutucar o MAM terá encerramento com mostra de resultados das oficinas

Ao longo de quase um ano, foram reeditadas diversas atividades que marcaram a história do museu

Redação
Divulgação

 

Entre os meses de julho de 2025 e maio de 2026, o projeto “Cutucar o MAM – 45 anos de Oficinas Criativas” realizou mais de trinta atividades gratuitas no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), entre oficinas, cursos, rodas de conversa e mostras artísticas. Voltado para a democratização do acesso às artes visuais e à formação de público, o projeto contemplou mais de 500 participantes, envolvendo crianças, jovens, adultos e artistas iniciantes.

Para celebrar o encerramento do projeto, será apresentada uma exposição final com os trabalhos desenvolvidos durante os processos formativos de três dos cursos realizados: Desenho de Observação, Xilogravura Inclusiva e Oficina de Grafite e Grid. A mostra estará aberta ao público, também gratuitamente, de 21 a 31 de maio, no Espaço das Arcadas, no próprio MAM. Vale lembrar que o MAM é administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

O Cutucar o MAM teve o objetivo de revisitar, por meio de novas perspectivas contemporâneas, as oficinas desenvolvidas pelo MAM nos últimos 45 anos. Realizado pela VIA Press Comunicação, em parceria com o próprio MAM e com o Instituto Ori.gem, o projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, e contou com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Retrospectiva

A primeira atividade do Projeto Cutucar o MAM foi a oficina criativa Metodologia Espiral, ministrada por Goya Lopes, e, desde então, já houve sucesso de público. Outra ação de grande alcance foram as três Oficinas de Cerâmica Fria, conduzidas por Lumumba, que alcançou 109 participantes. O Curso de Xilogravura Inclusiva para Surdos e Ensurdecidos, aplicado por Raimundo Mundin, com acompanhamento de intérprete de Libras, também merece destaque, já que, pela primeira vez na história, o clássico curso de xilogravura do MAM ganhou versão inclusiva.

O projeto igualmente promoveu o Curso de Desenho de Observação, com carga horária de 54h, ministrado por Olga Gómez, que trabalhou processos de observação, criação de brinquedos geométricos e fundamentos do desenho artístico. Além das atividades formativas, as rodas de conversa com artistas e convidados – incluindo Ieda Oliveira, Ana Fraga, Baldomiro Costa, Goya Lopes e Olga Gómez – fortaleceram o diálogo entre artistas, participantes e público visitante do museu.

Divulgação Assessoria

Para o público infantil, as oito Oficinas de Arte em Papelão, conduzidas pelo coletivo M.U.S.A.S., reuniram mais de 100 participantes, utilizando o papelão como suporte para experimentações artísticas. Já as oito Oficinas de Caixa Mágica Fotográfica, realizada pelo Coletivo Cutucar, promoveram experiências de fotografia artesanal e construção de dispositivos ópticos, com 116 inscritos.

Na área de arte urbana, a Oficina de Grafite, com ênfase no estudo de grid orgânico, realizadas pelo coletivo M.U.S.A.S., contou com cinco encontros e desenvolveu atividades teórico-práticas voltadas à criação autoral e técnicas de grafite. Importante sublinhar, ainda, que boa parte da programação teve suporte para pessoas com deficiência, inclusive intérpretes de Libras, o que reforçou o compromisso do projeto com a inclusão e a acessibilidade cultural.

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