Reino Unido barra entrada de Kanye West no país

    Decisão do governo britânico ocorre após histórico de falas controversas e cancelamento de festival

    Foto: Reprodução/Instagram

    O governo do Reino Unido negou a entrada do rapper Kanye West no país, após a controvérsia envolvendo sua apresentação como atração principal do Wireless Festival, em Londres.

    Segundo o Ministério do Interior, o artista solicitou, nesta segunda-feira (7), autorização para viajar por meio de uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA). O pedido foi recusado sob o entendimento de que sua presença não atenderia ao interesse público. A decisão leva em conta uma série de declarações polêmicas feitas por West nos últimos anos, incluindo comentários considerados antissemitas, racistas e de apologia ao nazismo.

    Festival cancelado

    Após a negativa do governo britânico, os organizadores do Wireless Festival anunciaram, na terça-feira (7), o cancelamento do evento.

    Em comunicado, informaram que a revogação da ETA de Ye impossibilitou sua entrada no país, o que levou ao cancelamento do festival e à devolução dos valores dos ingressos. A organização destacou ainda que, antes da contratação do artista, diferentes partes envolvidas foram consultadas e nenhuma objeção havia sido apresentada naquele momento.

    O texto também reafirma o repúdio ao antissemitismo e reconhece o impacto das declarações do rapper, acrescentando que o próprio artista demonstrou interesse em dialogar com a comunidade judaica no Reino Unido.

    Pressão e saída de patrocinadores

    A crise em torno do evento se intensificou após a saída de grandes patrocinadores. A Pepsi encerrou uma parceria de mais de dez anos com o festival logo após o anúncio de West como headliner. Em seguida, outras empresas, como a Diageo e o PayPal, também decidiram se desvincular do evento.

    A escolha do artista foi alvo de críticas do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que classificou como preocupante sua participação no festival diante de declarações passadas.

    Além disso, o Partido Conservador chegou a solicitar formalmente ao governo que impedisse a entrada do cantor no país.