Roman Polanski recebe quarta denúncia por estupro

    O diretor teria violentado uma atriz do elenco de "Che?" duas vezes; ele vive foragido na Europa para evitar a prisão decretada nos EUA

    Foto: Divulgação

    O diretor francês-polonês Roman Polanski contribuiu para a história do cinema com inúmeros clássicos, como “O Bebê de Rosemary”, “Chinatown” e “O Pianista”. Porém, nas últimas décadas, sua polêmica vida pessoal tem chamado mais atenção do que sua obra.

    O cineasta, que foi julgado culpado pelo estupro de uma menina de 13 anos em 1977, fugiu dos Estados Unidos para não cumprir sua sentença de 50 anos de prisão e, desde então, vive na Europa. Agora, décadas depois, outras denuncias similares sobre Polanski surgiram, e a mais recente veio à tona nesta terça-feira (3).

    A atriz alemã Renate Langer deu uma entrevista ao New York Times e revelou que o diretor a molestou quando ela tinha apenas quinze anos em 1972 – cinco anos antes do caso que envolveu Samantha Geimer e o levou aos tribunais. Ela prestou queixa recentemente à polícia suíça, e é a quarta mulher a relatar esse tipo de atitude partida de Polanski. “Me senti envergonhada, perdida e abandonada”, contou.

    Renate ainda relatou que foi estuprada por Polanski múltiplas vezes. Após a primeira vez em que o crime ocorreu, ele a ofereceu um papel no filme “Che?” como um pedido de desculpas, que ela aceitou relutantemente. A alemã conta que, após o final das gravações, ele a violentou mais uma vez, apesar de ela ter tentado se defender arremessando uma garrafa de vinho no cineasta.

    Foragido na Europa, Polanski não recebeu nenhum tipo de sanção na justiça por seus atos, mesmo ele próprio tendo se declarado culpado. Na época de sua fuga, uma série de membros da comunidade artística fizeram um abaixo-assinado para que a justiça norte-americana o perdoasse – entre eles, Mia Farrow e Martin Scorsese.

    Atualmente, aos 84 anos, é casado com a atriz Emmanuelle Seigner, que é 33 anos mais nova do que ele. Recentemente, Polanski foi escolhido para ser presidente do César, o Oscar francês, mas renunciou o cargo após a repercussão negativa nas redes sociais.