Apresentando-se em Salvador, Geraldo Azevedo fala sobre a importância do forró pé de serra

    O artista também falou sobre o retorno do São João e suas impressões a artistas que não fazem parte do ritmo de forró na grade de shows de festas juninas

    Foto: Vitor Silva/bahia.ba

    Na madrugada desta sexta-feira (1), o cantor e compositor, Geraldo Azevedo foi uma das atrações do São João da Bahia, que aconteceu no Parque de Exposições, em Salvador. Ao bahia.ba o artista respondeu sobre a importância de manter vivo os artistas responsáveis pelo forró pé de serra e homenagens do seu repertório. 

    “A gente estava morrendo de saudade do São João ficamos realmente em jejum. As minhas canções, eu sinto muito orgulho de algumas canções minhas que atravessaram décadas, séculos, milênios, de forma que são músicas que eu não posso deixar de cantar. O show que eu vou fazer é um show bem ligado ao forró, e vou fazer homenagem a Jackson do Pandeiro, a Luiz Gonzaga, a essas pessoas que fazem forró. Temos que alimentar essa memória cultural que o Brasil tem”, disse. 

    Geraldo também falou sobre como está sendo para ele o retorno da festa tradicional junina após dois anos por conta da Covid-19. 

    “Essa volta é lavar a alma, depois de dois anos de jejum, estou lavando a alma, celebrando a nossa cultura de uma festa linda que temos muita história para contar”, falou. 

    O veterano pontuou suas impressões em relação a artistas que não fazem parte do ritmo de forró na grade de shows de festas juninas. 

    “Para mim é uma riqueza ter essa diversidade de artistas do mundo da música. As festas juninas mudaram muito, deixaram de ser só atrações pé de serra, sinto falta de como era antes, de certa forma, a gente tem que aceitar essa grandeza dessa diversidade do Brasil em relação a tudo isso.