Urias amplia presença trans brasileira no Grammy Latino

    Cantora recebeu duas indicações em 2026 e se soma a uma trajetória já marcada por nomes como Liniker

    Foto: Divulgação

    Os indicados ao Grammy Latino 2026 foram anunciados nesta quarta-feira (16), e Urias aparece duas vezes entre os brasileiros que concorrem à premiação. A cantora foi indicada com o álbum “CARRANCA” e com a faixa “Águas de um Mar Azul”.

    Urias concorre em Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa, com “CARRANCA”, e em Melhor Canção em Língua Portuguesa, com “Águas de um Mar Azul”, parceria com Fábio e Hyldon.

    As indicações colocam a artista em uma trajetória de maior presença de pessoas trans brasileiras na principal premiação da música latina. Em 2025, Liniker foi um dos grandes destaques do Grammy Latino ao receber sete indicações, incluindo Álbum do Ano, Gravação do Ano e Canção do Ano.

    Liniker já havia feito história em 2022 ao se tornar a primeira mulher trans a vencer um Grammy Latino, com “Indigo Borboleta Anil”, eleito Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. Na ocasião, a cantora destacou o caráter histórico da conquista e celebrou a presença de uma artista trans brasileira entre os vencedores.

    Urias celebra reconhecimento de ‘CARRANCA’

    Após o anúncio desta quarta, Urias comemorou as duas indicações e agradeceu aos profissionais envolvidos na construção do álbum e ao público que acompanha o trabalho. À Billboard Brasil, a artista destacou que “CARRANCA” foi resultado de muitas mãos, ideias e encontros.

    A cantora já falou em outras ocasiões sobre o peso de ocupar espaços ainda pouco acessíveis a pessoas trans. Em entrevista à Billboard Brasil, Urias afirmou que reconhece sua importância para outras mulheres trans e travestis, mas também defendeu que artistas como ela possam ser vistas para além da identidade de gênero.

    “A gente quer a naturalização dos nossos corpos”, afirmou Urias na ocasião.

    A relação entre representatividade e reconhecimento artístico também marcou a trajetória de Liniker. Em entrevista ao Los Angeles Times após as indicações de 2025, a presença da cantora nas principais categorias foi apontada como um avanço para artistas negros e trans na indústria musical.