VÍDEO: Lito Sousa faz desabafo emocionante após diagnóstico raro

    "Sou um homem de muita fé e a gente nunca sabe o que pode acontecer", disse o influenciador

    LITO SOUSA
    Foto: Reprodução

    O piloto de avião e influenciador, Lito Sousa, fez uma rara aparição nas redes sociais após ser diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob, uma doença rara e sem cura.

    Nesta quarta-feira (26), Lito fez, pela primeira vez, um relato pessoal sobre a doença. Na gravação, o influenciador fala como tem sido sua vida desde o diagnóstico e revelou “não ter medo de morrer”.

    O conteúdo foi compartilhado no canal “Aviões e Música” do influenciador.

    “Esse vai ser um vídeo muito difícil de gravar. Estou com a esposa aqui do lado, ela não saiu do meu lado o tempo todo. Vocês já sabiam toda a questão, câncer e tudo mais. Câncer é besteira… Depois do câncer apareceu uma encefalite no cérebro e eu comecei a perder vários movimentos, tive dificuldade de andar e eu quis gravar esse vídeo enquanto eu ainda tenho cognição porque eu não sei por quanto tempo”, disse o piloto.

    “Sou uma pessoa extremamente evoluída, desde que comecei esse trabalho nas Aviões e Músicas. Meu único desejo sempre foi compartilhar conhecimento… Não guardo mágoa de ninguém e queria falar que estou apesar da notícia, que não é nada boa, o jogo só acaba quando termina. Já vi Palmeiras virar para cima do Botafogo, muito depois do tempo regulamentar…E vocês sabem que sou um homem de ciência, mas também sou um homem de muita fé e a gente nunca sabe o que pode acontecer, milagres ocorrem e vai que eu sou um escolhido para continuar esse trabalho”, destacou.

    No início da semana, a esposa de Lito, Mila Seidl, revelou que o influenciador teve os pedidos de inclusão recusados nos dois estudos experimentais sobre a doença. Os dois estudos, batizados de ION717 e PRiSM, foram citados por Lito como possíveis caminhos de tratamento.

    “A parte mais difícil vai ser para a minha esposa e provavelmente o meu filho porque… eu queria ter muito mais tempo com ele. Esse vídeo é carregado da emoção do dia da notícia, segundo, existe um plano A e existe um plano B, não desistam de nos ajudar, é o que a gente pede. A gente já sabe que não vai conseguir entrar nos estudos, mas existem em todos os países o direito ao uso compassivo, mas isso depende das farmacêuticas , depende da empresa. E a gente quer pedir o uso compassivo; a gente entende que a medicação ainda não tem um nível de segurança suficiente para saber se ela é segura, mas em um cenário onde você não tem nada, é um risco calculado você tomar um remédio que está sob testes, que mostra alguns resultados. A gente quer assumir esse risco com muita fé que é o risco do milagre”, disse.