Acusado de traição, Djokovic deixa Sérvia e se muda para a Grécia

    Após críticas do governo sérvio, tenista transfere residência para evitar atritos políticos

    Foto: Reprodução / Instagram @djokernole

    Novak Djokovic decidiu virar a página em sua relação com a Sérvia. Alvo de fortes críticas do governo após apoiar protestos estudantis contra o presidente Aleksandar Vucic, o tenista optou por deixar Belgrado e estabelecer residência em Atenas, ao lado da esposa e dos filhos.

    A mudança acontece em meio a um clima de hostilidade. Antes celebrado como herói nacional, Djokovic passou a ser chamado de “traidor” por autoridades políticas sérvias.

    Para reduzir a pressão, ele matriculou os filhos Stefan e Tara em uma escola grega e iniciou sua rotina de treinos em um clube de tênis da capital.

    A decisão também repercute no circuito profissional. Dono do Torneio de Belgrado, o ex-número 1 do mundo confirmou que a competição deixará de ser disputada na Sérvia e passará a ser sediada em Atenas a partir de novembro.

    Segundo o próprio atleta, a transferência é uma forma de proteger a família e evitar novos atritos políticos.

    Origem dos protestos

    Os protestos que dividiram a Sérvia tiveram início após a tragédia em uma estação ferroviária em Novi Sad, em novembro de 2024.

    O desabamento da cobertura da obra deixou 15 mortos e trouxe à tona denúncias de corrupção e negligência nas construções públicas.

    Desde então, milhares de jovens têm tomado as ruas e universidades em busca de responsabilização, transparência de documentos e convocação de eleições antecipadas.

    O movimento, marcado por confrontos com a polícia e repressão, recebeu apoio público de Djokovic, o que acirrou a crise com o governo de Vucic e culminou em sua mudança definitiva para a Grécia.