O presidente do Vitória, Fábio Mota, revelou que a Arena Fonte Nova manifestou interesse em receber partidas do clube durante o período de reforma do Barradão. O dirigente detalhou como será o planejamento de obras e quais alternativas o Rubro-Negro terá para mandar seus jogos enquanto o estádio passa por modernização.
Segundo Mota, a reforma será executada de forma fatiada, com intervenções em etapas para evitar que o estádio fique totalmente inutilizável ao longo do processo. A ideia é manter o Manoel Barradas ativo pelo máximo de tempo possível.
“Pelo planejamento e pelo que está desenhado, é para não parar [de ter jogo no Barradão]. Mas vai chegar uma hora, com fé em Deus, que nós vamos estar disputando coisas maiores, e não vamos jogar com metade da capacidade do estádio, né?”, explicou o presidente, nesta terça-feira (9), em entrevista ao BN da Bola.
Em reunião com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), Fábio Mota também discutiu alternativas como o Estádio de Pituaçu. Porém, a liberação total da praça esportiva ainda depende de ajustes estruturais.
“Pituaçu hoje está resolvendo o problema do alvará, porém, para Pituaçu ter a capacidade máxima, que é 30 mil, precisa ter a biometria facial. Então, isso demora. A capacidade de Pituaçu estaria restrita a 18 mil, que é uma capacidade inferior”, afirmou.
Vitória pode mandar jogos na Fonte Nova
Diante da incerteza sobre Pituaçu, a Fonte Nova surge como opção concreta já em 2026. “A Arena Fonte Nova tem total interesse que o Vitória jogue lá. Pituaçu é a primeira opção pelo custo. Se não der certo, vamos jogar na Fonte Nova”, completou Mota.
Apesar das alternativas estudadas, o dirigente acredita que, em 2026, o clube não deve encontrar dificuldades para mandar jogos do Campeonato Brasileiro no próprio Barradão.
Fábio Mota busca a reeleição na presidência do clube no próximo sábado (13), em um pleito que deve registrar número recorde de sócios votantes.

Como ficará o Barradão após a reforma?
O Vitória já apresentou o projeto da Arena Barradão, que prevê um investimento inicial de R$ 405 milhões e entrega estimada para 2029. O plano é transformar o estádio em uma arena multiuso, apta a receber shows, eventos corporativos e grandes atrações internacionais.
A modernização ampliará a capacidade atual de 30.793 para 40.597 torcedores, um crescimento de quase 32%. O número de camarotes também aumentará de 20 para 116, reforçando o potencial de receita do equipamento.

