Atendimentos a goleiros caem 65% após nova regra no Brasileirão

    Desde a 23ª rodada, apenas nove goleiros receberam atendimento em campo, contra 88 casos nas 22 rodadas anteriores

    Foto: Reprodução/ge

    Os atendimentos médicos a goleiros despencaram no Campeonato Brasileiro desde a entrada em vigor da nova regra que prevê uma punição temporária para as equipes quando o arqueiro recebe assistência em campo. Desde a 23ª rodada, foram registrados apenas nove atendimentos em 62 partidas, uma queda de 65% na média em relação ao período anterior.

    Nas primeiras 22 rodadas, foram 88 atendimentos em 215 jogos, média de 0,409 por partida. Após a mudança, o número caiu para 0,145 atendimento por jogo.

    Queda foge do padrão histórico

    Foto: Bruno Imaizumi/Gato Mestre

    O levantamento do Gato Mestre, que contabiliza os atendimentos a goleiros desde 2022, mostra que a redução de 2026 rompe com o comportamento observado nas últimas temporadas.

    Entre 2022 e 2025, a média ficou próxima de 0,45 atendimento por partida. Foram 173 casos em 2022, 167 em 2023, 161 em 2024 e 207 em 2025. Antes da mudança, o Brasileirão de 2026 registrava média de 0,409.

    Com a nova regra, porém, a média caiu para 0,145. Nas rodadas mais recentes, o índice chegou a se aproximar de 0,1 atendimento por partida, o menor patamar registrado na série histórica.

    Outro dado chama atenção. Antes da mudança, 90% dos atendimentos aconteciam quando a equipe do goleiro estava empatando ou vencendo: foram 717 casos nessa situação, contra 79 quando o time estava perdendo.

    Após a alteração, nenhum dos nove atendimentos ocorreu com a equipe à frente no placar. Cinco foram registrados com o jogo empatado e quatro quando o time estava em desvantagem.

    Como funciona a nova regra

    A mudança determina que um jogador que receber atendimento médico dentro de campo precisa permanecer fora por pelo menos 60 segundos antes de retornar à partida.

    No caso dos goleiros, um jogador de linha da própria equipe precisa deixar o campo durante o período. A medida foi adotada pelo departamento de arbitragem da CBF com o objetivo de combater possíveis paralisações provocadas por lesões e reduzir o tempo de bola parada.

    O jogador que sairá pode ser definido pelo treinador, que terá dez segundos para indicar o atleta, ou pelo capitão, que deixa o campo assim que a equipe médica entra para atender o goleiro. Caso o arqueiro seja o capitão, um jogador é previamente sorteado para cumprir o período fora de campo.