Publicado em 24/07/2026 às 14h48.

Bahia libera jovens da base e mantém percentual em futuras negociações

Tricolor acertou as saídas de quatro jogadores sem custos de transferência, mas preservou participação nos direitos econômicos dos atletas

Juliano Franca
Foto: Divulgação/EC Bahia

 

O Bahia voltou a adotar uma estratégia utilizada pelo Grupo City para negociar atletas das categorias de base. Nas últimas semanas, o Tricolor acertou as saídas do zagueiro Dodô para o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, e do goleiro Arthur Jampa para o Torreense, de Portugal, sem receber valores imediatos pelas transferências, mas mantendo parte dos direitos econômicos dos jogadores.

Antes deles, o clube já havia liberado os atacantes Andrew, que assinou com o Flamengo, e Richarllyson, negociado com o Tondela, também de Portugal, seguindo o mesmo modelo.

Nos acordos, o Bahia preservou 30% dos direitos econômicos de Dodô, 50% dos de Arthur Jampa e percentuais sobre Andrew e Richarllyson, garantindo participação em eventuais negociações futuras.

Por que este modelo?

Foto: Letícia Martins/EC Bahia

 

Segundo o diretor executivo das categorias de base, Marcelo Teixeira, a decisão leva em consideração o planejamento esportivo e a projeção de cada atleta dentro do clube.

“Quando entendemos que um atleta que neste momento não tem potencial para atuar no primeiro time do Bahia pode encontrar um caminho mais favorável em outro clube, buscamos conduzir isso de forma transparente e estratégica. Ele ganha uma nova oportunidade para seguir evoluindo, e o Bahia mantém uma participação que reconhece todo o investimento feito em sua formação”, explicou ao ge.

Dodô, de 20 anos, era um dos jogadores mais experientes da base e não poderia mais atuar nas categorias inferiores na próxima temporada. Sem perspectiva de espaço no elenco principal, foi negociado ao futebol dos Emirados Árabes.

Arthur Jampa, campeão sul-americano sub-17 com a Seleção Brasileira, perdeu espaço na transição para o time sub-20 e também foi liberado.

Andrew e Richarllyson tiveram destaque nas categorias inferiores, mas encontraram dificuldades para ganhar oportunidades na equipe sub-20. Ambos disputaram poucas partidas na categoria antes das transferências.

Marcelo Teixeira afirmou ainda que o processo é baseado em avaliações técnicas e no alinhamento com o Grupo City.

“A análise de um jogador não se limita ao talento que ele apresenta ou apresentou no passado. Ela considera projeção, posição, concorrência, relatórios, reuniões com o Grupo City, momento de desenvolvimento e a possibilidade real de integração ao time profissional do Bahia”, completou.

Juliano Franca
Graduando em jornalismo pela UFBA e estagiário do Bahia.BA. Feirense, fundador da Fute em Foco, crítico de cinema pelo Cine.Italo, cofundador do Daft.Cult e membro da Liga de Jornalismo Esportivo da UFBA e da Liga de Cinema e Audiovisual.

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