A disputa do Bahia por uma vaga direta na Libertadores passa por um obstáculo que acompanha a equipe de Rogério Ceni desde o início do Campeonato Brasileiro: a dificuldade de conquistar pontos contra os adversários que ocupam as primeiras posições. Mesmo próximo do G-4, o Tricolor venceu apenas um dos nove confrontos realizados diante dos integrantes do atual grupo dos cinco primeiros colocados, retrospecto que voltou a pesar após a derrota por 3 a 0 para o Flamengo, no domingo (18), na Arena Fonte Nova.
O desempenho chama atenção principalmente pela diferença entre a pontuação acumulada pelo Esquadrão ao longo da competição e os resultados obtidos diante dos clubes que disputam as posições mais altas da tabela.
Dos 27 pontos disponíveis nos encontros com Flamengo, Palmeiras, Athletico-PR, Cruzeiro e Fluminense, o Bahia conquistou somente cinco pontos, o equivalente a um aproveitamento de 18,5%.
A sequência mais recente ajuda a explicar o peso desses confrontos na campanha tricolor. Em um intervalo de quatro rodadas, o Bahia sofreu derrotas para Athletico-PR, Palmeiras e Flamengo, deixando escapar nove pontos justamente contra adversários que figuram acima dele na classificação.
A única vitória do Tricolor de Aço contra um integrante do atual G-5 aconteceu ainda na nona rodada, quando o Athletico-PR foi derrotado por 3 a 0 na Fonte Nova. Desde então, o Esquadrão enfrentou equipes desse grupo outras sete vezes, somando apenas um ponto, no empate sem gols com o Fluminense, e acumulando seis derrotas.
Resultados do Bahia contra o atual G-5
Entre os adversários que aparecem nas primeiras posições, Flamengo e Palmeiras foram os que mais castigaram o Bahia, com duas vitórias cada. O time carioca venceu por 2 a 0 no primeiro turno e por 3 a 0 em Salvador, enquanto os paulistas superaram o Tricolor por 2 a 1 na Fonte Nova e por 1 a 0 no returno, no Nubank Parque.
O Fluminense, por outro lado, foi o único integrante do grupo contra o qual o Bahia conseguiu pontuar em ambos os encontros, embora não tenha conquistado nenhuma vitória. As equipes empataram por 1 a 1 na Fonte Nova, pela segunda rodada, e ficaram no 0 a 0 no confronto realizado no Rio de Janeiro, pela 21ª rodada.
Já diante do Cruzeiro, o Esquadrão perdeu por 2 a 1 em Salvador, resultado que poderá tentar devolver no segundo turno, quando as equipes voltarão a se enfrentar em Minas Gerais. Contra o Athletico-PR, o triunfo por 3 a 0 no primeiro encontro foi seguido por uma derrota por 2 a 1 como visitante.
O balanço dos nove jogos é de uma vitória, dois empates e seis derrotas. Nesse período, o Bahia marcou seis gols e sofreu 13, tendo passado em branco em cinco confrontos. A equipe também não conseguiu vencer nenhuma das quatro partidas realizadas como visitante contra esses adversários, situação que aumenta a importância do reencontro com o Cruzeiro na reta final.
Distância para o G-4 ainda é pequena
Apesar das dificuldades nos confrontos diretos, o Bahia continua próximo das posições que garantem vaga direta na fase de grupos da Libertadores. O Esquadrão ocupa a sétima colocação, com 49 pontos, apenas dois atrás do Cruzeiro, quarto colocado com 51. O Fluminense também soma 51 pontos e aparece em quinto, enquanto o Atlético-MG está na sexta posição, com 50.
A proximidade na classificação mantém a disputa aberta, mas também aumenta a importância dos próximos resultados, especialmente porque o Bahia ainda terá compromissos fora de casa contra equipes que brigam por posições próximas às suas.
O primeiro desses desafios será diante do Santos, oitavo colocado com 45 pontos, no sábado (24), às 21h, na Vila Belmiro, pela 32ª rodada do Brasileirão. Depois, o Tricolor ainda terá pela frente São Paulo, na Fonte Nova, e Cruzeiro, fora de casa, em um confronto direto que poderá influenciar a disputa pelas primeiras posições da tabela.

