Cadu Santoro abre bastidores das contratações de goleiros no Bahia

    A posição tem sido alvo de críticas por parte dos torcedores desde 2023

    Foto: Reprodução / YouTube

    O diretor do Bahia, Cadu Santoro, explicou a situação dos goleiros que passaram pelo clube desde que o Grupo City assumiu a gestão da instituição. Em entrevista ao canal BAR FC, no YouTube, o dirigente iniciou a resposta afirmando que atualmente existem muitas especulações e que “as pessoas ficam tentando acertar, adivinhar”. A posição tem sido alvo de críticas por parte dos torcedores desde 2023.

    “Estamos aqui [no Bahia] na quarta temporada e vocês já sabem como a gente gere as situações. Não tem aquela questão de vazar [nome], querer saber se a torcida apoia ou não. Não que a gente não leve em consideração, mas não é a forma que a gente tenta gerir o clube”, disse Cadu.

    Santoro também elogiou o início da temporada de 2023, quando o Bahia contratou Marcos Felipe (ex-Fluminense). O diretor destacou o desempenho do goleiro naquele período e comentou sobre o momento de oscilação vivido posteriormente. “Naquela temporada ele foi um dos destaques do campeonato”, pontuou.

    “Depois teve um momento de oscilação. Tentamos fazer um movimento na época do Adriel, que é jovem e tem potencial. A chegada do Ronaldo […] o torcedor às vezes quer um nome de grife, que impacta a chegada no aeroporto, e não necessariamente é dessa forma”, explicou Cadu, acrescentando que a contratação de Ronaldo foi uma operação diferente, já que ocorreu no último dia da janela de transferências. “A vinda do Ronaldo teve o aval de Rogério Ceni”, emendou.

    Sobre João Paulo, contratado junto ao Santos, Cadu Santoro afirmou que o goleiro chegou com potencial para brigar pela titularidade, mas acabou se lesionando durante um treinamento, ficando mais tempo afastado dos gramados.

    “Nosso planejamento era ter Ronaldo, João Paulo e um atleta da base, porque é importante a gente desenvolver. Se não formar jogador, um clube nunca vai crescer. Nós precisamos crescer receita. É parte do projeto, do processo”, esclareceu.

    Cadu também revelou que, quando Ronaldo se lesionou, ele estava em uma reunião com a cúpula do CFG, em Manchester. O dirigente pontuou que aquele foi o único jogo em que não acompanhou a delegação. Ao saber da lesão, disse que precisou agir rapidamente para trazer um atleta para a posição, que no caso foi Léo Vieira, contratado junto à Chapecoense.

    “Surgiu a discussão do Léo. Fizemos uma primeira oferta, mas a Chapecoense não aceitou. Ele era o goleiro titular. Faltavam quatro dias para o final da janela. Chegamos a um acordo. Léo se posicionou de uma maneira muito profissional, que era uma oportunidade para ele. Aí ele chegou, treinou e a decisão do Rogério é do campo e nós não interferimos em absolutamente nada”, explicou.