Caso de doping explica saída precoce de Romarinho do Vitória; entenda

    Punição passou a ter efeito global e levou à rescisão após apenas cinco jogos pelo Rubro-Negro

    Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

    A passagem relâmpago de Romarinho pelo Vitória teve um motivo que só veio à tona meses depois. O atacante deixou o clube em meio à temporada após uma punição por doping, informação revelada pelo jornalista Marcelo Braga, que esclarece o afastamento tratado oficialmente, à época, como decisão por “questões pessoais do atleta”.

    A sanção teve origem ainda em 2023, quando Romarinho atuava pelo Neom, da Arábia Saudita. O jogador foi punido após o uso de um medicamento voltado à fertilidade, utilizado com prescrição médica durante o processo para ter o segundo filho. Inicialmente, a penalidade tinha validade restrita ao território saudita.

    Por conta dessa limitação geográfica, o atacante conseguiu seguir carreira normalmente fora do país. Ele atuou pelo Al-Rayyan, do Catar, antes de acertar com o Vitória. A situação mudou quando a punição passou a ter abrangência internacional, o que automaticamente impediu o atleta de continuar jogando profissionalmente.

    Diante da confirmação da validade global da sanção, clube e jogador optaram por uma rescisão em comum acordo, oficializada em 20 de outubro. O Vitória, em alinhamento com a assessoria do atleta, decidiu não tornar público o real motivo do desligamento para evitar maior exposição.

    Aos 35 anos, o atacante já cumpriu o período de suspensão e está liberado para retomar treinos. A partir de fevereiro, poderá voltar a atuar profissionalmente e busca um novo clube para dar sequência à carreira.

    Contratado a pedido do então técnico Fábio Carille, Romarinho entrou em campo cinco vezes pelo Rubro-Negro, apenas uma como titular. Foram 121 minutos disputados, sem gols ou assistências, antes do encerramento antecipado do vínculo.