Rogério Ceni não escondeu a insatisfação com o desempenho do Bahia na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, na noite de quinta-feira (8), no Nubank Parque, em São Paulo. Após o segundo revés consecutivo do Esquadrão no Campeonato Brasileiro, o treinador reconheceu que a equipe ficou abaixo do esperado, principalmente na etapa inicial, e produziu pouco para tentar evitar o resultado negativo.
Durante a entrevista coletiva, Ceni apontou a desatenção defensiva no início da partida como um dos fatores determinantes para o desfecho do confronto. O Palmeiras abriu o placar aos seis minutos, com Flaco López, após uma cobrança de escanteio, e passou a encontrar espaços para explorar os contra-ataques.
“Acho que foi um primeiro tempo bem abaixo. O gol no começo, por erro nosso de marcação, deixou o Palmeiras mais à vontade no jogo, e o Palmeiras é uma grande equipe. No segundo tempo equilibramos mais o jogo, apesar do Palmeiras ter as melhores oportunidades. Tivemos controle do jogo, mas em uma faixa do campo onde não levamos perigo ao adversário. Fizemos muito pouco para conseguir um resultado melhor e pelo menos levar um ponto para casa”, reconheceu o técnico.
Embora tenha conseguido manter mais a posse de bola depois do intervalo, o Bahia encontrou dificuldades para transformar esse domínio territorial em oportunidades. O Tricolor acertou o gol adversário apenas uma vez durante a partida, aos 40 minutos do segundo tempo, em uma finalização de fora da área de Erick. Do outro lado, o Palmeiras acertou três bolas na trave e exigiu intervenções importantes do goleiro Ronaldo.
Na avaliação de Ceni, a organização defensiva do adversário também dificultou a tentativa de reação. O treinador destacou que o Bahia precisou assumir riscos para buscar o empate, mas acabou oferecendo espaços sem conseguir criar chances suficientes.
“Normalmente a gente tem força para buscar resultados, já viramos jogos fora de casa, buscamos empates. Mas o Palmeiras se posicionou bem, usou linha de cinco, zagueiros altos, é uma equipe que marca muito bem, tem esse mérito, sofre poucos gols. Acho que tivemos falta de atenção no começo do jogo, depois ficamos mais expostos, tivemos que arriscar mais. Não conseguimos chegar bem para finalizar, acabamos oferecendo muitos contra-ataques para o Palmeiras. Não foi um jogo tecnicamente bom, não tivemos destaques individuais e não fizemos o suficiente para buscar um empate”, analisou.
Ceni evita usar Data FIFA como justificativa
Questionado se a pausa no calendário havia prejudicado o ritmo do Bahia, o treinador preferiu não atribuir o resultado ao período sem jogos. Para ele, a equipe paulista demonstrou maior intensidade, mas o principal problema esteve no rendimento apresentado pelos próprios jogadores tricolores.
“Palmeiras pareceu ter mais força hoje, mas não posso reclamar, é uma equipe difícil de ser batida aqui. Só posso reclamar que jogamos abaixo do que era esperado, tinha uma expectativa de produzir mais hoje”, afirmou.
Situação de Marco Moreno
Ceni também comentou a condição do zagueiro Marco Moreno, contratado pelo Bahia, mas que ainda não estreou. Segundo o técnico, o defensor precisou passar por um período de preparação física antes de reunir condições para disputar espaço na equipe.
“Quando ele chegou, estava abaixo fisicamente e ficou praticamente um mês trabalhando nisso. Na época o Mingo vinha jogando, depois foi negociado. O Kanu vivia um momento melhor, mas o Marco vai ter sua oportunidade em breve provavelmente”, explicou.
Bahia se distancia do G-4
A derrota para o Palmeiras deixou o Bahia na sexta colocação do Campeonato Brasileiro, com 46 pontos, quatro atrás do Athletico-PR, que ocupa o quarto lugar. Antes da rodada, a diferença para a zona de classificação direta à Libertadores de 2027 era de dois pontos.
Sem vencer há duas partidas, o Esquadrão terá pouco tempo para corrigir os problemas identificados por Ceni. O próximo compromisso será no domingo (11), às 19h30, diante do Mirassol, na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 30ª rodada da Série A.

