Chape: piloto da LaMia tinha mandado de prisão na Bolívia

    Quiroga teria se retirado antes do tempo e entrado com um recurso na Justiça para evitar prisão

    Foto: Reprodução/Facebook

    Miguel Quiroga, piloto da aeronave que transportava o time da Chapecoense para a Colômbia e que caiu antes de chegar a Medellín, há uma semana, matando 71 pessoas, tinha mandado de prisão em aberto na Bolívia. Conforme o Ministro da Defesa do país, Reymi Ferreira, o sócio da LaMia teria desertado da Força Aérea por não cumprir o tempo de serviço a que era obrigado.

    Quiroga teria se retirado antes do tempo e entrado com um recurso na Justiça evitando a prisão. Ainda segundo o ministro, além do piloto da LaMia, outros quatro militares abandonaram o serviço e foram processados, porém absolvidos.

    Na Bolívia, a formação de um piloto da Força Aérea custa aos cofres públicos o equivalente a R$ 340 mil. Somente em casos extremos é permitida a baixa do piloto antes do tempo estimado para a sua formação. Segundo o ministro, no caso de Quiroga, não havia motivo que sustentasse sua saída.