Publicado em 24/08/2017 às 20h03.

Conselho recusa ação de ‘gestão temerária’ contra Ivã de Almeida

Decisão do conselho não dá prosseguimento ao pedido de Impeachment do presidente licenciado Ivã de Almeida; Nova AGE sobre questões orçamentárias será convocada

Fernando Valverde

 

Foto: Mauricia da Matta / EC Vitória
Foto: Mauricia da Matta / EC Vitória

 

O presidente do Conselho Deliberativo do Vitória, Paulo Catharino Gordilho anunciou na noite desta quinta-feira (24) a decisão de não convocação imediata da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que daria seguimento ao processo de impeachment do presidente licenciado do clube, Ivã de Almeida, e por consequência a ocorrência de novas eleições diretas.

Segundo decisão do colegiado, o pedido protocolado pelos conselheiros, que pedia pelo afastamento definitivo da chapa “Vitória do Torcedor”, foi recusado como prova de “gestão temerária” por parte da gestão de Ivã de Almeida.

“O pedido protocolado não apresenta por si só indícios capazes de imputar o presidente licenciado a responsabilidade por ato de gestão irregular ou temerária, o conjunto de ações já abordados reclamam providências. Especialmente por questões orçamentárias e perigoso comprometimento do fluxo de caixa do Vitória, irregular ou temerária e atos esses, indiciários da gestão, os quais podem dar ensejo para a responsabilização estatutária do presidente licenciado”, afirmou.

Outra AGE poderá ser convocada para a instauração de uma nova apuração de responsabilidade de atos da gestão sobre os novos pontos levantados. Segundo Paulo Catharino, a nova AGE deve acontecer ainda em 2017, mas apenas após o Campeonato Brasileiro “na busca de preservar a estabilidade do clube e evitar tumultuar o clima no clube que dá sinais de franca recuperação”.

O comando do Leão continua com o presidente interino Agenor Gordilho. Ainda não há posição oficial sobre uma possível volta de Ivã de Almeida ao cargo, com a licença de 90 dias a expirar no mês de outubro.

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