Dirigente do Bahia explica voto contra redução de estrangeiros

    Vitor Ferraz afirma que mercado internacional também faz parte da estratégia do Tricolor na montagem do elenco para a temporada

    Foto: Reprodução/@vitorferrazecb/Instagram

    O Bahia se posicionou contra a redução do limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida no Campeonato Brasileiro. A mudança foi aprovada pela maioria dos clubes das Séries A e B em reunião realizada pela CBF, na última segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, e começará a valer de forma gradual a partir de 2027.

    Atualmente, cada equipe pode relacionar até nove atletas estrangeiros em uma partida. Com a nova regra, o limite cairá para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e chegará a cinco em 2030. Bahia, Flamengo e Londrina foram os únicos clubes contrários à mudança na votação.

    Representante do Bahia no encontro, o diretor de Operações e Relações Institucionais, Vitor Ferraz, explicou que a posição do clube está ligada diretamente ao modelo de mercado adotado pelo Tricolor.

    “O posicionamento do Bahia é por entender que a estratégia do clube passa pela oportunidade de trazer atletas estrangeiros quando entender que é o caso”, afirmou.

    Bahia tem nove estrangeiros no elenco

    O posicionamento ganha ainda mais relevância diante da atual formação do elenco tricolor. Em julho, o Bahia chegou a nove jogadores estrangeiros no grupo profissional, atingindo o limite permitido para partidas nacionais. Entre eles estão Guido Herrera, Román Gómez, Marco Moreno, Nico Acevedo, Michel Araújo, Lautaro López, Kike Olivera, Mateo Sanabria e Alejo Véliz.

    A presença de atletas de outros países também está ligada ao modelo de atuação do Grupo City. Um exemplo recente é o volante argentino Lautaro López, que chegou ao Bahia após uma decisão interna do grupo para dar continuidade ao desenvolvimento do jogador. Antes de desembarcar em Salvador, ele atuava pelo Montevideo City Torque, clube uruguaio que também faz parte do conglomerado.

    Com a redução do limite, movimentos semelhantes poderão exigir maior planejamento nos próximos anos. Caso o Bahia mantenha um elenco com nove estrangeiros em 2027, por exemplo, um deles terá de ficar fora da relação em cada partida do Brasileirão.

    Vitor Ferraz, no entanto, ressaltou que a mudança será gradual e que os clubes terão tempo para adaptar seus planejamentos e contratos ao novo cenário. A CBF defende a medida como uma forma de ampliar o espaço para jogadores formados no Brasil, especialmente os mais jovens.