Ex-dirigente da CBF, Marin é condenado por corrupção nos EUA

    Marin foi responsabilizado por seis das sete acusações: três crimes de fraude, dois de lavagem de dinheiro e por conspirar e formar organização criminosa dentro do futebol

    Pela primeira vez na história, um dirigente do futebol brasileiro foi condenado pela Justiça. A condenação inédita, direcionada a José Maria Marin, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entre 2012 e 2015, foi protocolada nesta sexta-feira (22) pela Corte do Distrito Leste de Nova York, nos Estados Unidos, onde tramita o “Caso Fifa”.

    O ex-titular da CBF foi considerado culpado em seis dos sete crimes nos quais foi enquadrado. A pena ainda não foi imputada pela juíza Pamela Chen, o que deve acontecer após o Natal. Até lá, se não for encaminhado para a prisão federal, ele esperará pela decisão em prisão domiciliar.

    Fora o brasileiro, outro cartola também foi condenado: Juan Angel Napout, ex-presidente da Conmebol e ex-vice-presidente da Fifa. O terceiro réu do processo, o peruano Manuel Burga, ainda não sabe qual veredito receberá. A condenação é em primeira instância e cabe recurso.

    Marin foi responsabilizado por três crimes de fraude — nos torneios da Copa América, Libertadores e Copa do Brasil —, dois de lavagem de dinheiro — Copa América e Libertadores — e por conspirar e formar organização criminosa dentro do futebol, que se espalhou pelas Américas do Sul, Central e do Norte.

    A única acusação pela qual Marin se safou é a de lavagem de dinheiro no esquema da Copa do Brasil, na qual foi acusado de receber US$ 6,5 milhões em propinas durante o período que esteve à frente da CBF e fez parte do círculo da Conmebol, quando assumiu interinamente o posto de Ricardo Teixeira.