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Publicado em 05/01/2026 às 15h12.

Fábio Mota revela motivo de dificuldade em contratações do Vitória

Avaliação foi feita nesta segunda-feira (5), durante entrevista coletiva no Barradão

André Souza / Rodrigo Fernandes
Foto: Reprodução / Instagram @fabiomota15

 

O presidente do Vitória, Fábio Mota, afirmou que o clube enfrenta grandes dificuldades para reforçar o elenco em meio a um mercado cada vez mais inflacionado e com escassez de jogadores disponíveis.

A avaliação foi feita nesta segunda-feira (5), durante entrevista coletiva no Barradão, na qual o dirigente apontou a limitação financeira como o principal obstáculo para novas contratações.

Segundo Fábio Mota, o aumento do poder financeiro no futebol brasileiro, impulsionado pelas ligas e pelas casas de apostas, elevou de forma significativa as pedidas de atletas e agentes, tornando o mercado pouco acessível para clubes que retornaram recentemente à Série A, como é o caso do Vitória.

“O futebol foi inflacionado pelas ligas, pelas bets, e não tem jogador. A grande verdade é essa. Quando tem, as pedidas são muito grandes. A dificuldade é de grana mesmo, tanto para o Vitória como para os outros clubes”, afirmou o presidente.

Reformulação do elenco

O dirigente explicou que o Vitória, assim como outras equipes que subiram da Série B, precisou reformular o elenco para se adequar a um novo nível de competição, mas sem condições de realizar contratações de impacto. De acordo com ele, o clube não consegue disputar jogadores considerados de primeira prateleira no mercado.

Fábio Mota também destacou a dificuldade de encontrar atletas para posições específicas, como centroavante e lateral esquerdo, citando a escassez de jogadores no mercado. Segundo ele, o clube optou por manter peças que já tinha no elenco e buscar reforços pontuais com base em análise de desempenho.

Ele citou como exemplo a contratação de um lateral-direito que se destacou na Série B, viabilizada pela boa relação do Vitória com o Cuiabá. Ainda assim, o presidente ressaltou que um único reforço não resolve os problemas do elenco em uma temporada longa e desgastante.

“O lateral direito sozinho não joga o campeonato. Você precisa de um segundo, e está muito difícil contratar”, afirmou.

Cota de TV

Outro ponto levantado pelo dirigente foi o impacto do calendário do futebol brasileiro nas finanças dos clubes. Fábio Mota lembrou que a temporada começa em janeiro, período em que as equipes ainda não recebem as cotas de televisão, o que agrava a falta de recursos no início do ano.

“O campeonato começa em janeiro, mas os clubes não têm cota de TV em janeiro e fevereiro. O dinheiro só começa a entrar em março. Isso também complica muito”, concluiu.

 

André Souza
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música, atualmente trabalha como repórter de Política no portal bahia.ba.

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