Governo corta 87% do orçamento do Ministério do Esporte para 2018

    Em 2017, a verba para o atletismo chegava à marca de R$ 1 bilhão; a proposta de lei prevê corte para R$ 220 milhões

    Foto: Divulgação

    Ainda faltam três meses para o final do ano, mas o Ministério do Esporte já prevê um 2018 temeroso. Foi enviada nesta terça-feira (19) para a Câmara dos Deputados uma proposta do governo federal para a Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano que vem que prevê um corte de 87% no orçamento para os programas desportivos do país.

    Se não sofrer alterações no Congresso, o projeto de lei enviado por Michel Temer dedicará apenas R$ 220 milhões para a pasta em 2018, contra R$ 1,245 bilhão de 2017 e R$ 1,307 bilhão do ano anterior.

    O Bolsa Atleta é o programa que “menos” sofrerá com o ajuste, com redução de aproximadamente 50% nos gastos. O dinheiro reservado para os editais de apoio a esportistas diminuirá de R$ 125 milhões para R$ 70 milhões. Para que a conta feche, ou o valor das bolsas será reduzido, ou menos atletas serão beneficiados.

    A rubrica de “preparação de seleções principais para representação do Brasil em competições internacionais”, foi diminuída de R$ 40 milhões para apenas R$ 4,8 milhões.

    Já a de “preparação de atletas e capacitação de recursos humanos para o esporte de alto rendimento”, fonte de recursos para convênios com confederações, foi de R$ 56,6 milhões em 2017 para R$ 7,2 milhões na nova LOA.

    As áreas são algumas que terão que se adaptar a um orçamento mais apertado, um problema que já tem perturbado as delegações nacionais há tempos. Em 2014, quando a verba da pasta era de números bilionários, o coordenador de divisões de base da Seleção Brasileira, Alexandre Gallo, já havia declarado que os atletas brasileiros estavam “de mãos atadas”.