Publicado em 14/08/2026 às 18h52.

Jogador do Athletico é condenado a 13 anos de prisão por estupro de ex-companheira

Léo Derik foi condenado em primeira instância por dois crimes cometidos em 2023 e 2024; defesa afirma que vai recorrer

Redação
Foto: leoderik_/Instagram

 

O lateral-esquerdo Léo Derik, de 21 anos, jogador do Athletico, foi condenado pela Justiça do Paraná a 13 anos de prisão por dois crimes de estupro contra uma ex-companheira. A sentença, proferida pela 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba, determina o início do cumprimento da pena em regime fechado, além do pagamento de R$ 20 mil de indenização à vítima.

Os crimes, segundo a denúncia, teriam ocorrido em dezembro de 2023 e fevereiro de 2024. A decisão é de primeira instância e não é definitiva. Nesta sexta-feira (14), Léo Derik permanecia em liberdade, enquanto a defesa informou que pretende recorrer ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

Decisão considerou relato da vítima

De acordo com a sentença, a vítima realizou exame pericial meses depois dos episódios, o que fez com que os resultados não fossem conclusivos. Ainda assim, a Justiça considerou consistente o relato da ex-companheira, levando em conta também depoimentos de pessoas próximas e documentos relacionados ao acompanhamento psicológico da mulher.

O Ministério Público havia pedido a absolvição do jogador após a produção das provas, sob o argumento de que não havia elementos suficientes para sustentar a condenação. A magistrada, porém, decidiu pela responsabilização do atleta.

Léo Derik foi formado nas categorias de base do Athletico e chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 em 2024. Nesta temporada, passou a atuar pelo time profissional e disputou suas primeiras partidas pelo clube no Campeonato Brasileiro.

Athletico se manifesta

Em nota, o Athletico afirmou que tomou conhecimento da decisão, mas não irá comentar o conteúdo do processo por ele tramitar em segredo de Justiça. O clube ressaltou que a sentença ainda pode ser contestada por meio de recurso e que não participa da ação judicial:

“A defesa de Leonardo Derik recebeu com absoluta surpresa a condenação em primeira instância. Principalmente porque o Ministério Público, depois de ouvidas todas as testemunhas do caso, pediu sua absolvição por ausência de provas.

A sentença não é definitiva. Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência e pode produzir danos irreversíveis, mesmo diante de absolvição posterior.

A defesa recorrerá ao TJPR e confia no reexame do caso com costumeiro rigor técnico, de acordo com as provas produzidas nos autos.”

A defesa de Léo Derik, por sua vez, afirmou ter recebido a condenação com surpresa e destacou que o Ministério Público havia solicitado a absolvição. Os advogados também ressaltaram que a sentença não é definitiva e confirmaram que irão recorrer ao TJ-PR.

Como o processo ainda está em fase recursal, não houve trânsito em julgado da condenação.

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