Jornalista critica punição a zagueiro por fala machista: ‘Imprensa lacradora’

    Comentário ocorreu após sanção do Bragantino por declaração sobre árbitra no Paulistão

    Foto: Reprodução / Instagram @thiago_asmar

    A punição aplicada pelo Red Bull Bragantino ao zagueiro Gustavo Marques gerou repercussão fora de campo. Após o clube descontar 50% do salário do defensor por uma declaração considerada machista contra a árbitra Daiane Muniz, o jornalista Thiago Asmar, conhecido como Pilhado, saiu em defesa do atleta nas redes sociais.

    O episódio ocorreu depois da derrota do Bragantino por 2 a 1 para o São Paulo, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Na ocasião, Gustavo Marques afirmou que “não existe colocar uma mulher para apitar um jogo desse tamanho”, comentário que motivou a reação do clube.

    Em vídeo publicado em suas plataformas, Pilhado criticou a postura da diretoria e avaliou que a punição teria sido influenciada pela repercussão pública. O jogador reconheceu o erro e pediu desculpas à árbitra ainda no vestiário, o que, na visão do jornalista, tornaria a sanção desproporcional.

    “Red Bull Bragantino confirmando o que eu sempre falei, que é um timinho pequeno, é um clube sem tradição, sem torcida, e agora, sem personalidade, e que usa o seu próprio jogador pra ganhar uma mídia e uma visibilidade que ele não tem”, disparou.

    “Porque o zagueiro Gustavo Marques, ele errou, errou, cometeu um deslize, cometeu, mas ele assumiu. Ele teve firmeza pra ir no vestiário, pedir desculpa pra árbitra, mas aí o que o Red Bull Bragantino fez? Foi na onda da imprensa hipócrita, que ataca, muitas vezes, de forma excessiva alguns, e não ataca outros”, afirmou.

    O comunicador também questionou o que considera tratamento desigual em casos de críticas direcionadas a árbitros homens, argumentando que ofensas desse tipo nem sempre resultam em punições internas por parte dos clubes.

    O caso segue repercutindo nas redes sociais e reacende o debate sobre limites de declarações públicas de atletas, responsabilidade institucional e o combate a falas discriminatórias no futebol.

    Veja a declaração:

     

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