Promotor que pediu torcida única no BA-VI defende lei seca nos estádios

    “Aqui se quer impor urgente uma ‘lei da bebida’, que, em todo o Brasil, é proibida. A Bahia vai ser vergonha nacional”, disparou Olimpio Campinho à época da liberação

    Foto: Reprodução / Globoesporte.com

    O promotor do Ministério Público da Bahia (MP-BA) Olimpio Coelho Campinho Junior, que recomendou torcida única nos BA-VIs pela Copa do Nordeste, já defendeu o veto à bebida alcoólica dentro dos estádios baianos.

    Em 2011, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) emitiu um manifesto contra a possível liberação, no dia 28 de novembro, da venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros no Congresso Nacional. Campinho, que assinou o documento, criticou a liminar da Justiça que liberou a comercialização em Pituaçu, em Salvador.

    “Há muito tempo não acontecia uma briga dentro da própria torcida. Agora, voltou a ter [outubro de 2011]. O comandante do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos tem nos relatado um aumento significativo de casos de violência”, disse, na ocasião.

    A liminar foi obtida pelos donos da concessão para administração dos bares da praça esportiva que se sentiram lesados com o prejuízo provocado pela proibição. No ano de 2014, o governador da Bahia à época, Jaques Wagner (PT), sancionou uma lei que liberou a venda de bebida alcoólica nos bares, lanchonetes e congêneres destinados aos torcedores, em camarotes e espaços VIP, de estádios e arenas desportivas.

    O jurista voltou a criticar a decisão. “Aqui se quer impor urgente uma ‘lei da bebida’, que, em todo o Brasil, é proibida. A Bahia vai ser vergonha nacional”, disparou, em entrevista ao jornal Correio.