O Vitória voltou a empatar sem gols no Campeonato Baiano de 2026. Na noite desta terça-feira (13), o Rubro-Negro ficou no 0 a 0 com a Jacuipense, em Pituaçu, chegou aos dois pontos na competição e segue sem marcar gols. Após a partida, o técnico Rodrigo Chagas concedeu entrevista coletiva e atribuiu o desempenho da equipe no aspecto emocional dos atletas e na necessidade de mais capricho no último terço do campo.
Para o treinador, a ansiedade tem pesado no momento decisivo das jogadas, especialmente em um elenco formado, em sua maioria, por jovens que buscam espaço no clube.
“Sabemos que o emocional é importante para os atletas, a responsabilidade de buscar o espaço no clube. Fizeram boa partida, estão em evolução. O que está faltando é caprichar no último terço para que a bola possa entrar e que a gente tenha o resultado positivo”, afirmou.
Jair Ventura de olho
Rodrigo Chagas reforçou que o trabalho à frente da equipe no Baianão tem como objetivo principal observar jogadores e preparar atletas que possam, no futuro, ser aproveitados por Jair Ventura no time principal.
“O objetivo do trabalho é que Jair possa observar os atletas para que possa aproveitar se tiver necessidade. Os atletas sabem que estão sendo observados”, disse.
Um dos destaques positivos apontados pelo técnico foi a atuação de Kike Saverio, que entrou no segundo tempo e deu mais profundidade ao ataque rubro-negro.
“O Kike entrou duas partidas ano passado e não foi bem, então a torcida precisava conhecer o jogador. Hoje a entrada foi totalmente positiva, mudou nossa forma de jogar, passamos a ter profundidade, um jogador de velocidade. O gol não saiu, mas é ter paciência, trabalhar e observar”, avaliou.
Haverá mudanças no time?
Questionado sobre possíveis mudanças na equipe, Rodrigo Chagas deixou claro que as opções são limitadas, mas garantiu que seguirá promovendo ajustes dentro do que o elenco permite.
“A ideia é observar o máximo os nossos atletas. São poucas opções. Estamos em evolução, não tem como ficar da forma que queremos da noite para o dia. Muita garotada. Estamos buscando a performance o mais rápido possível”, explicou.
O treinador também detalhou as dificuldades enfrentadas durante a partida, especialmente após a saída de Lawan ainda no primeiro tempo.
“A saída do Lawan prejudicou muito nossa equipe, ficamos sem um 9 de referência. Improvisamos o Lohan, perdemos profundidade e ficamos em um jogo mais de aproximação. Depois, o Eduardo cansou, puxamos o Lohan para trás, colocamos o Pablo de centroavante e o Miguel para ter velocidade no meio-espaço. A entrada do Kike incendiou o jogo, tivemos o controle, mas o resultado positivo não veio”, analisou.
Vai precisar usar o time principal?
O técnico do Leão também descartou, por enquanto, o uso de atletas do elenco principal e reforçou que o grupo atual seguirá sendo a base no Estadual.
“Até então não. Nosso grupo é esse. Pode reforçar com a garotada da Copinha, mas espero que eles continuem lá. Aqui a gente vai tentando buscar as melhores opções”, disse.
Por fim, o treinador destacou a importância de manter o modelo de jogo alinhado ao time principal, para facilitar uma eventual transição de atletas.
“Há necessidade de trabalhar conforme a equipe principal. Não posso pensar no Rodrigo, tenho que pensar no clube. A ideia é manter a estrutura para que o jogador não tenha dúvida do que fazer quando for necessário”, concluiu.
O Vitória volta a campo pelo Campeonato Baiano no próximo domingo (18), em um compromisso fora de casa, contra o Porto, em busca da primeira vitória e do primeiro gol na competição.

