Rogério Ceni expõe fragilidade do Bahia após atropelo do Flamengo

    Treinador demonstrou insatisfação com o desempenho tricolor na derrota por 3 a 0 na Fonte Nova

    Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

    Rogério Ceni não poupou críticas ao desempenho do Bahia após a derrota por 3 a 0 para o Flamengo, no último domingo (18), na Arena Fonte Nova, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador reconheceu a superioridade da equipe carioca, mas demonstrou insatisfação principalmente com a dificuldade do Tricolor para manter a posse de bola, construir jogadas e competir fisicamente durante o confronto.

    Na entrevista coletiva após a partida, Ceni classificou a apresentação como uma das mais fracas desde que assumiu o comando do Esquadrão. O técnico destacou que, mesmo quando conseguia recuperar a bola, o Bahia cometia erros que devolviam rapidamente a posse ao adversário.

    “Foi nosso pior primeiro tempo em matéria de construção. Tivemos até as chances, mas todas em contra-ataque, nenhuma em velocidade. O adversário dificultou, mas nós também jogamos muito abaixo”, afirmou.

    A dificuldade para trocar passes chamou especialmente a atenção do treinador. Segundo Ceni, o Bahia não conseguiu executar o que havia sido trabalhado durante a preparação e acabou recorrendo frequentemente a lançamentos longos, sem conseguir sustentar a posse de bola.

    “O Flamengo é um bom time, mas quando a gente recuperava a bola perdia muito rápido. Erramos muito passes por dentro, não conseguimos completar quatro passes”, analisou.

    O comandante tricolor também revelou surpresa com o domínio territorial dos visitantes, especialmente nos primeiros 45 minutos. “Nunca vi um primeiro tempo com 27% de posse de bola em 200 e poucos jogos aqui”, declarou.

    Ceni aponta problemas físicos e técnicos

    Além dos erros na construção ofensiva, o treinador demonstrou preocupação com a facilidade encontrada pelo Flamengo para criar oportunidades.

    “O que mais me incomodou foi como eles conseguiam conectar jogadas, e nós, mesmo em superioridade, não conseguíamos. Não conseguimos competir nem fisicamente”, lamentou.

    O Flamengo aproveitou o domínio para construir a vitória no segundo tempo, com gols de Jorginho, em cobrança de pênalti, Gonzalo Plata e Lucas Paquetá. Antes do intervalo, o goleiro Ronaldo havia impedido que a equipe carioca abrisse o placar, com uma sequência de defesas diante das oportunidades criadas pelos visitantes.

    Ceni reconheceu que enfrentar o Flamengo representava um desafio pela qualidade do adversário, mas ressaltou que o desempenho do Bahia ficou distante do esperado independentemente da força da equipe rubro-negra.

    “Você pode até perder o jogo, mas acho que fizemos pouco perto do que foi determinado, treinado, uma noite bem abaixo tecnicamente dos jogadores”, avaliou.

    Reação contra o Santos

    A derrota deixou o Bahia na sétima colocação do Brasileirão, com 49 pontos, dois atrás do Cruzeiro, quarto colocado. O resultado também aumentou a pressão sobre a equipe na disputa por uma vaga direta na Copa Libertadores de 2027.

    Com sete rodadas restantes, Ceni ressaltou a necessidade de corrigir os problemas apresentados contra o Flamengo e recuperar pontos fora de casa. O próximo compromisso será diante do Santos, no sábado (24), às 21h, na Vila Belmiro, pela 32ª rodada.

    “Não apresentamos futebol para ganhar o jogo em momento nenhum. Mais sete jogos, lutar pela melhor posição possível para que o Bahia consiga ir para a Libertadores pelo terceiro ano consecutivo”, afirmou.