O sócio-torcedor do Bahia detido após quebrar um vidro em um balcão de atendimento da Fonte Nova responderá por dano qualificado contra o patrimônio. Uma funcionária acabou ferida por estilhaços. A informação foi confirmada ao bahia.ba pela Polícia Civil. Ciro Alexandre Silva dos Santos, 40, desferiu um soco contra um guichê depois de a mãe dele ter seu acesso ao estádio negado, na tarde de domingo (8), pouco antes da partida contra o Atlético-GO, a última do Brasileirão, que garantiu vaga do Esquadrão na Libertadores. A idosa não realizou check-in —procedimento que deve ser feito com antecedência.
Diante da repercussão do caso, Ciro Alexandre divulgou nota em suas redes sociais em que diz reconhecer que errou. “Perdi a cabeça e a razão, mas gostaria de explicar o contexto que levou ao ocorrido. Eu estava bastante nervoso, principalmente ao ouvir minha mãe, uma senhora de 75 anos, ser desrespeitada”, afirmou o sócio-torcedor (leia a íntegra da nota mais abaixo).
Em um comunicado oficial, o Bahia informou que vai instaurar um processo administrativo contra Ciro Alexandre e tomará as medidas judiciais cabíveis para que ele responda criminalmente por seus atos. O sócio-torcedor chegou a ser conduzido à delegacia da Fonte Nova, prestou esclarecimentos e foi liberado. Antes, agressor e vítima foram encaminhados para uma unidade de saúde.
A 1ª DT (Delegacia Territorial) dos Barris investiga o caso.
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Em seu comunicado, o Bahia afirmou que a “agressão injustificada” de Ciro Alexandre foi motivada por não ter sido mais possível fazer o check-in de sua mãe. Ao ser informado pela atendente, o agressor se recusou a comprar ingresso com desconto para outro setor e protagonizou o episódio. De acordo com o clube, o comportamento de Ciro é completamente incompatível com os padrões de conduta esperada dos sócios.
O Esquadrão acrescentou que repudia veementemente qualquer forma de violência e se solidariza com a funcionária agredida e prestará todo o apoio necessário à colaboradora.
“O Bahia reitera que não tolerará nenhum tipo de agressão, ameaça ou desrespeito direcionado a seus funcionários. Nosso Clube é feito por pessoas e para pessoas, e todos, sejam sócios ou funcionários, merecem ser tratados com respeito e dignidade”, acrescentou.
Leia a íntegra da nota do sócio-torcedor Ciro Alexandre:
“NOTA DE ESCLARECIMENTO
Nada justifica agressão, e eu reconheço que errei. Perdi a cabeça e a razão, mas gostaria de explicar o contexto que levou ao ocorrido.
Eu estava bastante nervoso, principalmente ao ouvir minha mãe, uma senhora de 75 anos, ser desrespeitada. Ela explicou que não sabia fazer o check-in por conta da idade, mas foi informada, de forma ríspida, que não poderia receber ajuda com o check-in, embora fosse possível comprar um ingresso com 50% de desconto. Isso me deixou confuso e indignado: como não podem ajudar no check-in, mas podem vender um ingresso?
Além disso, eu já havia tentado realizar o check-in dela 72 horas antes, mas a opção sequer apareceu no sistema. Quando minha mãe explicou que não poderia comprar o ingresso porque não tinha dinheiro, recebeu como resposta: ‘O problema é seu.’ Nesse momento, acabei me excedendo. Dando um soco de forma impensada na cabine enquanto dizia: ‘O problema é seu não, respeite ela por favor.’ Infelizmente, sem querer acertei o vidro e o vidro quebrou.
Reafirmo que NADA JUSTIFICA A VIOLÊNCIA E MUITO MENOS A MINHA ATITUDE. Eu não tive a intenção de coagir, agredir e nem ofender ninguém! Peço desculpas pelo meu comportamento e reitero o meu respeito a todas as pessoas envolvidas.”

