Vitória é cobrado por dívida milionária e pode ter punição; entenda

    Portuguesa acionou órgão de fiscalização financeira da CBF por atraso em parcelas da contratação de Renê

    Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

    O Vitória é alvo de uma cobrança de aproximadamente R$ 2,2 milhões da Portuguesa, referente a duas parcelas atrasadas da contratação do atacante Renê. O clube paulista recorreu à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão responsável pela fiscalização do Fair Play Financeiro no futebol brasileiro, para exigir o pagamento e solicitar que o jogador não seja utilizado em partidas oficiais até a regularização da dívida.

    A informação foi divulgada pelo jornalista Jorge Nicola, do R7 Esportes. Segundo a publicação, o débito inicial era de aproximadamente R$ 2 milhões, mas chegou a R$ 2,2 milhões após a aplicação de juros e correção monetária. Apesar da solicitação apresentada pela Portuguesa, a possibilidade de impedir o Vitória de escalar Renê não encontra respaldo para ser aplicada nos termos pedidos pelo clube paulista.

    O atacante chegou ao Leão por empréstimo depois da disputa do Campeonato Paulista. Em junho, a diretoria rubro-negra exerceu a opção de compra prevista no acordo e adquiriu 50% dos direitos econômicos do jogador por cerca de R$ 6 milhões. Parte desse valor, entretanto, permanece pendente, conforme a cobrança apresentada pela Portuguesa.

    Vitória e Portuguesa divergem sobre outra negociação

    A discussão financeira entre os clubes também envolve o meia Daniel Júnior, que pertenceu ao Vitória e defendeu a Portuguesa em 2025. O Rubro-Negro argumenta que a equipe paulista possui uma pendência relacionada à negociação do jogador, circunstância utilizada para justificar o impasse no pagamento por Renê.

    A Portuguesa, por outro lado, contesta a existência de uma dívida vencida. Segundo o clube paulista, a parcela referente a Daniel Júnior tem vencimento previsto apenas para novembro e, por isso, não poderia ser considerada inadimplida neste momento. A diretoria da equipe de São Paulo também sustenta que as duas negociações são independentes e que uma eventual obrigação financeira envolvendo o meia não altera os compromissos assumidos pelo Vitória na compra de Renê.

    Embora o caso tenha sido encaminhado ao órgão de fiscalização financeira, a expectativa é de que Vitória e Portuguesa busquem um entendimento para resolver a pendência nos próximos dias.