Advogados protocolam reclamação disciplinar no CNMP contra procuradores da Lava Jato

    Grupo pede que colegiado separe as mensagens de caráter privado apreendidas pela Operação Spoofing do conteúdo funcional trocado no exercício do cargo

    Foto: Reprodução/ Flickr CNMP

    Três advogados solicitaram que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) investigue as condutas de procuradores da República membros da força-tarefa da Operação Lava Jato. Fernando Hideo Lacerda, Marco Aurélio de Carvalho e Carol Proner ingressaram com reclamação disciplinar para que o colegiado tenha acesso ao material apreendido na Operação Spoofing e separe as mensagens de caráter privado daquelas consideradas conteúdo funcional trocado pelos procuradores no exercício do cargo.

    De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, os advogados também requisitaram cópia de todos os acordos de leniência e delações premiadas celebrados pela força-tarefa. Ainda é solicitada a demissão de todos os citados, caso sejam comprovados os crimes de lesão aos cofres públicos ou dilapidação do patrimônio nacional, a prática de ato de improbidade administrativa e incontinência pública.

    Além de Deltan Dallagnol, os advogados citam os procuradores Januário Paludo, Carlos Fernando dos Santos Lima, Antônio Carlos Welter, Roberson Henrique Pessobon, Isabel Cristina Groba Vieira, Laura Gonçalves Tessler e Orlando Martello Júnior. A lista inclui ainda Júlio Carlos Motta Noronha, Diogo Castor de Mattos, Paulo Roberto Galvão de Carvalho, Jerusa Burmann Viecill e Athayde Ribeiro Costa.

    O pedido foi feito após o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter retirado sigilo das conversas entre os procuradores e o então juiz da Operação Lava Jato, Sergio Moro. O conteúdo, apreendido na Operação Spoofing, foi incluído na defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.