Barroso envia investigação contra Rui para Justiça baiana; ministro se defende das acusações

    Em nota encaminhada à imprensa, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que "não existe nenhum fato que o vincule a qualquer irregularidade"

    Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), está sendo investigado por supostas irregularidades na aquisição de respiradores durante a pandemia da Covid-19. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, enviou para a Justiça Federal da Bahia um inquérito para investigá-lo sobre o caso.

    À frente do Consórcio Nordeste, o ex-governador da Bahia adquiriu 300 equipamentos avaliados em cerca de R$ 50 milhões em 2020, no pico da pandemia sanitária no país, contudo, não foram entregues. O caso foi encaminhado à Justiça baiana na última quinta-feira (4), e segue em segredo.

    A investigação foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República e tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que é responsável por analisar casos envolvendo governadores.

    Com o fim do mandato de Rui, o inquérito foi transferido para o STF para análise de elementos que justificassem o foro dos investigados. O Supremo é responsável pela investigação de ministros de Estado.

    Ao longo da investigação, o ministro do STJ Og Fernandes autorizou quebra de sigilo bancário e telefônico/telemático, além de diligências de busca e apreensão. A Polícia Federal ainda analisa esse material e pediu mais prazo para concluir o caso.

    Em nota encaminhada à imprensa, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que “não existe nenhum fato que o vincule a qualquer irregularidade”.

    “Reforçamos que neste processo, ao registrar a denúncia, Rui Costa suscitou a investigação em curso. O próprio Ministério Público Federal afirma em parecer que não existe nenhum fato que vincule o ministro a qualquer irregularidade na compra dos respiradores”, diz o comunicado.

    Rui ainda espera que a Justiça condene os culpados e que o recurso investidos para a compra seja devolvido aos cofres públicos. “O ministro acredita que a justiça punirá os culpados e que os recursos empenhados para a compra dos respiradores serão devolvidos aos cofres públicos do estado da Bahia”, conclui.