Caso Atakarejo: MP denuncia 13 pessoas por morte de jovens entregues para execução em Salvador

    De acordo com o órgão, grupo foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado, constrangimento ilegal, extorsão, cárcere privado e ocultação de cadáver

    Bruno e Ian sentados no pátio do supermercado ao lado dos quatro pacotes de carne furtados (Imagem: Reprodução/Redes Sociais)

    O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou 13 pessoas por crimes que resultaram nas mortes de Bruno Barros da Silva e Yan Barros da Silva, tio e sobrinho que furtaram carnes no supermercado Atakarejo, em Salvador. A informação foi divulgada pelo órgão na tarde desta segunda-feira (12).

    De acordo com o MP-BA, as 13 pessoas foram denunciadas pelos crimes de homicídio qualificado, constrangimento ilegal, extorsão, cárcere privado e ocultação de cadáver. A denúncia foi oferecida nesta segunda, pela promotora de Justiça Ana Rita Cerqueira Nascimento, coordenadora do Núcleo do Júri (NUJ).

    O Ministério Público pediu a decretação da prisão preventiva de todos os denunciados, “para viabilizar a continuidade da instrução criminal, da aplicação penal e a garantia da ordem pública”.

    Presos e indiciados

    Ao todo, 23 pessoas foram indiciadas pelos seguintes crimes: homicídio qualificado, ocultação de cadáver e omissão de socorro qualificada.

    Cada um dos indiciados teve sua responsabilização pessoal de acordo com o envolvimento nos assassinatos de Bruno e Yan Barros. Esse envolvimento foi concluído pelas investigações da polícia.

    Dos 23 indiciados, 10 estão presos e os outros 13 são considerados foragidos;
    Dos 23 indiciados, seis são funcionários do Atakarejo e o restante são pessoas que possuem envolvimento com o tráfico de drogas;
    Dentre os 13 foragidos, um deles é funcionário do Atakarejo e o restante são pessoas que possuem envolvimento com o tráfico de drogas;
    Das 10 pessoas presas, cinco são funcionárias do Atakarejo – quatro presas inicialmente e o funcionário detido nesta quarta-feira.