CPI do MST: Barroso suspende oitivas de servidores de Alagoas marcadas para esta segunda (4)

    Decisão se dá no âmbito de medida cautelar apresentada pela Assembleia Legislativa de Alagoas, que apontou ‘violação’ do princípio federativo pelos deputados federais

    Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

    O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os depoimentos de servidores do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) na CPI do MST, previstos para a tarde desta segunda-feira (14).

    De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a decisão se dá no âmbito de uma medida cautelar apresentada pela Assembleia Legislativa de Alagoas, que apontou que os deputados federais estariam “ultrapassando os limites objetivos da apuração” e “violando o princípio federativo” ao ampliar suas investigações para esferas que são de competência dos estados.

    O diretor-presidente e o gerente-executivo do Iteral, Jaime Messias Silva e José Rodrigo Marques Quaresma, haviam sido convocados pela CPI sob a justificativa de se investigar um eventual apoio logístico ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

    Em sua decisão, Barroso afirma que os questionamentos apresentados pelos deputados dizem respeito apenas à atuação do instituto alagoano, que é de competência do estado. O ministro citou ainda uma medida cautelar deferida pela presidente do STF, Rosa Weber, que vedou a interferência de CPIs federais em assembleias estaduais.

    “Os elementos trazidos aos autos parecem evidenciar a inexistência de fatos submetidos ao Poder Legislativo federal, a serem investigados a partir da oitiva de servidores estaduais”, afirma o magistrado. “Além disso, conforme certidão trazida aos autos pelo autor da ação, tal entidade sequer teria recebido recursos federais ao longo dos últimos treze anos”, acrescenta.

    Segundo a publicação, com a proximidade do horário previsto para o depoimento, ele postergou a análise do mérito da ação apresentada pelo Legislativo de Alagoas e submeteu sua decisão ap plenário do STF para ser referendada.