Defesa de Lígia Ramos vê ‘má-fé’ em pedido de manutenção de prisão feito pelo MPF

    Desembargadora do TJ-BA foi alvo da Operação Faroeste por suposto envolvimento em esquema de venda de sentenças

    Foto: Nei Pinto/TJ-BA

    A defesa da desembargadora Lígia Ramos, do TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia), divulgou uma nota questionando o que classifica como um “suposto” pedido para manutenção da prisão preventiva da magistrada feito pelo MPF (Ministério Público Federal). Os representantes da desembargadora também afirmam desconhecer qualquer movimentação neste sentido (leia mais abaixo). Alvo da Operação Faroeste, Lígia foi presa em dezembro do ano passado sob suspeita de envolvimento em esquema de venda de sentenças na corte. Além dela, a desembargadora Ilona Reis também foi presa no âmbito da mesma investigação.

    O pedido da manutenção de ambas as prisões preventivas foi requerido na segunda-feira (22) pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo.

    Em seu despacho, Lindora diz, dentre os argumentos, que atos contemporâneos legitimam a prisão das desembargadoras, as quais, mesmo após a deflagração da Operação Faroeste, continuaram sua escalada criminosa, supondo desfrutarem de imunidade penal.

    “Desse modo, o Ministério Público Federal entende que a manutenção das prisões preventivas é imprescindível para garantia da ordem pública, normal colheita de provas e aplicação da lei penal”, justificou.

    Defesa da magistrada fala em ‘má-fé’

    Em nota enviada ao bahia.ba, os advogados de Lígia Ramos, por sua vez, afirmam que não há nos autos do processo nenhuma movimentação neste sentido — sobre pedido para a manutenção da prisão — “de modo que a informação é extraoficial e, portanto, passível de ser inverídica”.

    Segundo eles, além de “má-fé”, há uma clara tentativa de se manipular a imprensa e a sociedade para se colocar contra a magistrada.

    “O vazamento de informações sigilosas ou documentos que não constam nos autos corroboram para a tese de que há má-fé envolvida na publicização do processo relacionado à Lígia Ramos”, dizem defensores no texto.