Juiz indefere provas e pede documentos de ações contra Binho Galinha

    O relator acolheu o requerimento da Procuradoria para que a Vara de Feira de Santana remeta cópia integral das quatro ações penais contra Binho Galinha

    Foto: Divulgação/AL-BA

    A Justiça Eleitoral, através de despacho do desembargador Moacyr Pitta Lima Filho, relator do registro de candidatura de Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante) determinou a expedição de ofício à Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e Adolescente de Feira de Santana, na Bahia, para que remeta cópia integral de quatro ações penais em que Binho Galinha figura como parte. A decisão atende a pedido formulado pela Procuradoria Regional Eleitoral, que impugnou o registro.

    No mesmo ato, o relator indeferiu solicitação do noticiante, que pedia a expedição de ofícios a órgãos judiciais para obtenção de certidões, inteiro teor de decisões, informações sobre recursos, trânsito em julgado, suspensão, anulação e prescrição. Segundo o magistrado, o pedido foi considerado genérico e, portanto, inviável.

    Por outro lado, o relator acolheu o requerimento da Procuradoria para que a Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e Adolescente de Feira de Santana remeta cópia integral de quatro ações penais em que o postulante figura como parte. O prazo estipulado para o envio da documentação é de três dias, considerando a celeridade necessária ao julgamento dos registros de candidatura.

    Binho Galinha foi condenado a 36 anos

    O deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha, foi condenado no dia 9 de julho de 2026, a 36 anos e nove meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.

    A decisão, proferida pela Vara Criminal e Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana, também alcançou outras quatro pessoas denunciadas pelo MPBA, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). As condenações são desdobramentos da Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023 para desarticular uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana e cidades da região.

    Segundo a sentença, o parlamentar mantinha um expressivo arsenal distribuído em diferentes imóveis urbanos e rurais, em desacordo com as normas de controle de armas. Durante as buscas, foram apreendidos armamentos de uso permitido e restrito, munições, armas com numeração adulterada ou suprimida e equipamentos armazenados em locais não autorizados. A Justiça reconheceu ainda que o réu permitiu ou facilitou o acesso de um adolescente a arma de fogo, com base em provas obtidas pelo Gaeco.

    A esposa de Binho Galinha, Mayana Cerqueira da Silva, foi condenada a três anos e seis meses de reclusão, em regime inicial aberto, por manter e portar irregularmente uma pistola de uso restrito. Thierre Figueredo Silva recebeu pena de sete anos e nove meses de prisão, em regime semiaberto. Os policiais militares Jackson Macedo Araújo Júnior, vulgo “Macaco”, foi sentenciado a 6 anos e 9 meses de reclusão; e Roque de Jesus Carvalho, a 4 anos e 4 meses, podendo recorrer em liberdade.