Júri condena dois réus por morte de cabeleireiro em Salvador

    O julgamento ocorreu na terça-feira (6), no 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador, no Fórum Ruy Barbosa

    Foto: Divulgação

    O Tribunal do Júri condenou Patric Ribeiro Tupinambá e Edgar da Silva Santos pelo homicídio qualificado do cabeleireiro Valdir Macário. As penas foram fixadas em 28 anos e 7 meses de reclusão para Patric e 23 anos e 3 meses para Edgar. Patric também foi condenado por roubo. As penas serão cumpridas em regime inicial fechado.

    O julgamento ocorreu na terça-feira (6), no 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador, no Fórum Ruy Barbosa. A sessão foi presidida pelo juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira e durou 14 horas, terminando nos primeiros minutos da madrugada desta quarta-feira (7). O magistrado decretou a prisão de ambos, em consonância com o tema STF 1068.

    Decisão dos jurados

    O Conselho de Sentença, formado por sete jurados sorteados entre pessoas do povo, acolheu a tese da acusação. Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do delito e entenderam haver circunstâncias que o configuram como homicídio qualificado, o que resultou em penas de 23 anos e 3 meses para cada acusado. As qualificadoras reconhecidas foram motivo torpe; recurso que dificultou a defesa do ofendido; e perigo comum a terceiros, neste caso, os clientes do salão.

    Patric Ribeiro Tupinambá foi condenado também a 5 anos e 4 meses de reclusão por roubo de um telefone celular durante o ato.

    Durante a sessão, duas irmãs da vítima foram ouvidas como testemunhas, os dois réus foram interrogados e, na sequência, houve o debate entre acusação e defesa, que se estendeu por mais de oito horas, com direito a réplica e tréplica, como previsto no Código de Processo Penal. Após a votação secreta dos jurados, o magistrado leu a sentença e aplicou as penas.

    Relembre o caso

    O crime ocorreu em 12 de novembro de 2016, dentro do estabelecimento comercial da vítima, o Salão Valdir Cabeleireiro, na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. Segundo a denúncia do Ministério Público, Patrick e mais dois homens não identificados atiraram com armas de fogo contra Valdir, a mando de Edgar.