Marco Aurélio cita falhas de juiz, MP e polícia: ‘Não me sinto no banco dos réus’

    Ministro do STF concedeu liminar que tirou da prisão André do Rap, mas presidente Luix Fux cassou decisão e plenário referendou

    Foto: Rosinei Coutinho/STF

    O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que não se sente atingido pelas críticas sobre a decisão que libertou o traficante André Oliveira Macedo, o André do Rap. A liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi derrubada pelo presidente da Corte, ministro Luiz Fux.

    Nesta quinta-feira (15), o plenário do STF decidiram por 9 votos a 1 pela manutenção da decisão de Fux.

    “Não me sinto, em que pese as inúmeras críticas, no banco dos réus. Atuei como julgador nessa missão sublime de julgar personificando o que faço há 41 anos”, afirmou o ministro, de acordo com informações do G1.

    Marco Aurélio aplicou à risca a nova legislação que determina a reavaliação periódica das prisões. Em sua decisão, o novo decano do STF defendeu o respeito ao normativo legal e constitucional e disse que, se alguém falhou, não foi ele.

    “Não posso ser colocado como bode expiatório do juiz de origem, com a falta de diligência do Ministério Público, Estado acusador, e ou uma falta de diligência na representação da própria polícia”, acrescentou.

    O ministro também refutou a possibilidade de o presidente do STF cassar liminares de outros ministros, bem como levar a decisão ao plenário. Segundo ele, a turma que deveria revisar a liminar, já que é o colegiado responsável por recursos sobre habeas corpus.