Publicado em 06/06/2026 às 14h50.

Moraes dá prazo de cinco dias para PGR analisar pedido da defesa de Mauro Cid

Foi solicitado que período sob medidas cautelares seja considerado no cumprimento da condenação

Redação
Foto: Gustavo Moreno/STF

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um recurso apresentado pela defesa de Mauro Cid. Os advogados do militar pedem que o período em que ele permaneceu submetido a medidas cautelares seja contabilizado para o cumprimento da pena estabelecida no acordo de colaboração premiada.

O pedido ocorre após uma decisão anterior rejeitada por Alexandre de Moraes. Na ocasião, o ministro entendeu que a legislação prevê apenas o abatimento do período de prisão provisória, sem incluir medidas cautelares alternativas. Moraes destacou ainda que Cid permaneceu preso preventivamente por cerca de cinco meses e 17 dias, tempo insuficiente para extinguir a condenação superior a dois anos.

A defesa argumenta que Mauro Cid está sujeito a restrições judiciais desde maio de 2023, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar em determinados horários, e que essas medidas representam limitação efetiva da liberdade, por isso deveriam ser consideradas no cálculo da pena.

A Procuradoria-Geral da República deverá apresentar parecer antes que o Supremo Tribunal Federal realize uma nova análise do caso. Somente após a manifestação do órgão, o pedido voltará à avaliação do ministro relator.

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