MPF requer manutenção da prisão preventiva de juiz alvo da Operação Faroeste

    Segundo o pedido, a prisão é imprescindível “para cessar a atividade criminosa por parte do acusado"

    Foto: Ney Pinto/ASCOM TJBA

    O Ministério Público Federal (MPF) solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a manutenção da prisão preventiva do juiz Sérgio Humberto Sampaio, suspeito de envolvimento em um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

    O magistrado foi um dos alvos da Operação Faroeste. A defesa do juiz argumenta que não há necessidade de manter a prisão, “uma vez que o suposto acautelamento de provas e o oferecimento da denúncia impossibilitariam qualquer prejuízo às investigações”.

    No entanto, segundo o MPF, a prisão é imprescindível “para cessar a atividade criminosa por parte do acusado, considerando a probabilidade de reiteração delituosa e o risco de ocultação e destruição de provas”.

    Autor do parecer, o procurador-geral da República em exercício, José Bonifácio, afirma que a atuação do juiz foi “fundamental para o sucesso da organização criminosa, que permanece ativa”.