OAB-BA vai ao CNJ contra ‘bolsa banda larga’ para desembargadores

    Com salários de R$ 35,4 mil, magistrados do TRF-1 terão direito a R$ 80 de auxílio

    Foto: Marcus Murillo/bahia.ba

    A Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB-BA) se associou à OAB do Distrito Federal e a seccionais de outros estados em uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a resolução do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que prevê reembolsar os gastos de desembargadores com o uso de linha de celular particular e serviço de internet banda larga em casa.

    “Não tem qualquer sentido esse auxílio. O magistrado precisa de prerrogativas e uma remuneração justa para exercer sua atividade. Penduricalhos servem apenas para revelar o quanto estão desconectados da realidade do país. Isso precisa mudar”, afirmou o presidente da OAB da Bahia, Fabrício Castro.

    Segundo a resolução, publicada no dia 28 de janeiro, conforme apurou o jornal Valor Econômico, os desembargadores do TRF-1 terão direito a até R$ 80 para pagamento de linha de celular particular e serviço de internet banda larga. O jornal ressalta que o reembolso é apenas para os desembargadores, que recebem salários de R$ 35,4 mil, os maiores do Judiciário.