Presidente do CNJ admite necessidade de aprimorar tecnologia do Judiciário

    Ministro Luiz Fux participou, nesta quarta (18), da primeira reunião do comitê formado para definir protocolos do Judiciário para o setor

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), admitiu a necessidade de aprimorar a área de tecnologia do Judiciário. Durante a primeira reunião do Comitê de Segurança Cibernética do Poder Judiciário, nesta quarta-feira (18), Fux lembrou do ataque sofrido pelo sistema do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    “É preciso aprimorar todos os meios, para que possamos entregar ao cidadão um trabalho à semelhança daquele realizado pelas mãos humanas. Por outro lado, nós não podemos deixar de reconhecer eventos que ocorreram no STJ, que ficou uma semana parado, e o TSE, que também noticiou que houve problemas na apuração das eleições, em decorrência de incidente relativo à área digital, que nós precisamos nos aprimorar”, destacou o ministro.

    De acordo com informações de O Globo, o trabalho do comitê deverá resultar no Protocolo de Prevenção, no Protocolo de Gerenciamento de Crises para o enfrentar ilícitos cibernéticos no Judiciários e no Protocolo de Investigação para ilícitos que possam afetar atividades dos órgãos judiciais. Também deverá ser elaborada uma proposta da Estratégica da Segurança Cibernética e da Informação do Judiciário, com política de segurança, diretrizes de governança e gestão da segurança da informação e padrões mínimos de gestão de risco.

    O comitê será coordenado pelo juiz auxiliar da presidência do CNJ, Alexandre Libonati, e contará com a participação de especialistas técnicos representantes do CNJ, do STF, do STJ, do TSE, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Conselho da Justiça Federal, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e do Tribunal de Justiça de Pernambuco.