Procuradores reagem a críticas à Lava Jato: ‘Ataques genéricos e infundados’

    Procuradores chamaram de "ilação" a ideia de que há "caixas de segredo" e desmentiu a informação sobre 38 mil pessoas investigadas

    Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

    Os procuradores da República que fazem parte da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público repudiaram as declarações do procurador-geral da República, Augusto Aras, sobre a operação. Em nota publicada no site do Ministério Público Federal (MPF), os procuradores chamaram de “ilação” a ideia de que há “caixas de segredo” na operação e desmentiu a informação de que 38 mil pessoas foram escolhidas pela força-tarefa para serem investigadas.

    No texto, os procuradores criticam a “parcela influente” da sociedade que, incomodada com investigações envolvendo políticos e grandes empresários, lançam mão de meios para desacreditar o trabalho investigativo. “Devem ser refutados os ataques genéricos e infundados às atividades de procuradores da República e as tentativas de interferir no seu trabalho independente”, dizem os procuradores.

    Segundo o grupo, a força-tarefa não acumula documentos secretos ou “insindicáveis”.

    “Os documentos estão registrados nos sistemas eletrônicos da Justiça Federal ou do Ministério Público Federal e podem ser acessados em correições ordinárias e extraordinárias. As investigações e processos são ainda avaliados pelas Corregedorias e pelo Poder Judiciário, pelos advogados de investigados e réus e pela sociedade”, diz a nota dos procuradores.

    Sobre a extensão da base de dados da operação, segundo a PGR 350 terabytes em informações, os procuradores da República entendem que o volume revela a amplitude do trabalho realizado pelos investigadores em mais de 70 fases e seis anos de investigação. Entre os materiais coletados, estão mídias de dados, como discos rígidos, smartphones e pendrives.

    Os procuradores afirmam ainda que as 38 mil pessoas às quais se referiu o procurador-geral Augusto Aras dizem respeito às pessoas físicas e jurídicas mencionadas em relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao MPF.