Solla diz que STF salvou país de destruição, mas despista sobre indicação de Dino para corte

    Deputado petista deu declaração um dia após manifestações em que bolsonaristas voltaram a atacar ministros da corte e a homenagear réu por atos gopistas

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba
    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

     

    O deputado federal Jorge Solla (PT) saiu em defesa do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta segunda-feira (27), um dia um dia após atos em que bolsonaristas voltaram a atacar a corte e a homenagear Cleriston Pereira da Cunha, réu das depredações de 8 de janeiro, que morreu no último dia 20, no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

    “Se não fosse o STF, a destruição do país seria ainda maior. Ainda bem que nós tivemos no STF ministros corajosos, que enfrentaram o governo genocida, que pautaram as ações de saúde. Enfrentaram e fizeram contraponto na maior crise sanitária que o mundo passou nos últimos 10 anos, tendo o pior governo da história da República”, declarou Solla durante agenda em que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) entregou ambulâncias do Samu a municípios baianos.

    “Eu só tenho a registrar a importância de termos tido no STF ministros que tiveram a capacidade de defender o povo brasileiro no pior momento da nossa história”, acrescentou o deputado.

    Questionado sobre a notícia de que o presidente Lula (PT) deve indicar o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), para uma cadeira no STF e Paulo Gonet para o comando da PGR (Procuradoria-Geral da República), Solla desconversou. “Quem escala ministro é o presidente Lula. Eu, no momento, só tenho a comemorar que o Brasil voltou, o SUS voltou, os investimentos na saúde voltaram”, despsistou.