STF: ministros só voltarão a sessões presenciais com vacina, diz coluna

    Presidente do tribunal, Luiz Fux, prorrogou os julgamentos por videoconferência até o fim de março

    Foto: Nelson Jr./SCO/STF
    Foto: Nelson Jr./SCO/STF

     

    Enquanto o presidente Jair Bolsonaro declara publicamente que não vai tomar vacina contra a Covid-19, do outro lado da Praça dos Três Poderes o ânimo é outro. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aguardam ansiosamente pela aprovação de uma vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até agora, ninguém cogita não ser submetido à imunização. A informação é da coluna de Carolina Brígido, da revista Época.

    Segundo a publicação, os ministros nem pensam em voltar às sessões presenciais antes de todos eles serem vacinados. Pensando nisso, o presidente do tribunal, Luiz Fux, prorrogou os julgamentos por videoconferência até o fim de março. Caso não haja vacina disponível até lá, a ideia é prorrogar ainda mais o isolamento social na Corte.

    “A videoconferência, e também a atuação no campo virtual, caiu no gosto do colegiado. Não acredito que volte-se as sessões presenciais antes de ter-se a vacina. De qualquer forma, nós encerramos o ano judiciário agora na sexta-feira. Precisamos esperar o retorno, em fevereiro, para verificar qual a quadra vivenciada no Brasil, que, realmente, é assustadora, já que penso que, para muitos, a ficha ainda não caiu”, disse Marco Aurélio Mello à coluna.

    O ministro está no grupo de brasileiros que querem tomar logo a vacina. “Nós temos que nos precaver. Uma forma de se precaver, além do isolamento, que já é uma vacina em si, mas não podemos permanecer isolados o tempo todo, é tomando a vacina. Ou seja, é inafastável”, afirmou.