STF torna ré enfermeira que hostilizou Flávio Dino em voo

    Mulher é acusada de injúria e incitação ao crime após chamar ministro de “lixo” durante embarque.

    Foto: Gustavo Moreno/STF

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou ré a enfermeira Maria Shirlei Piontkievicz, de 57 anos, acusada de hostilizar o ministro Flávio Dino dentro de um avião em setembro do ano passado. 

    A decisão foi tomada, por unanimidade, em dezembro do ano passado e o acórdão foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) na última sexta-feira (16).

    O caso ocorreu em setembro, durante o embarque de um voo de São Luís, capital do Maranhão, para Brasília. Dino seguia para a capital federal para participar da primeira sessão do julgamento do chamado “núcleo crucial” da trama golpista, do qual faz parte o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    De acordo com a denúncia, a enfermeira abordou o ministro de forma pública e passou a ofendê-lo aos gritos. Ela teria dito frases como “é um lixo”, “não respeito esse tipo de gente” e que o avião estaria “contaminado”, além de questionar “onde o comunismo deu certo?”.

    A mulher tentou se aproximar de Dino, mas foi contida por um segurança do ministro do STF. 

    Maria Shirlei responderá pelos crimes de injúria qualificada, incitação ao crime e atentado contra a segurança do transporte marítimo, fluvial ou aéreo. O processo tramita em sigilo.