STJ nega revogação de pedido de prisão preventiva de ex-assessor de Binho Galinha

    Bruno França era considerado como "homem de confiança" do parlamentar e atuava como operador da lavagem de dinheiro no esquema criminoso

    Foto: Instagram/@binho.galinha

    O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Joe Ilan Paciornik, negou o pedido de revogação prisão preventiva do ex-assessor do deputado estadual Binho Galinha (PRD), alvo da operação El Patrón, deflagrada pela Polícia Federal. Ele foi preso em março deste ano

    Em decisão monocrática, o magistrado do STJ alega que impossibilidade de acolher o pedido da defesa do ex-assessor parlamentar os fundamentos da sua prisão preventiva não foram analisados pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), “o que impede a apreciação da questão diretamente por esta Corte Superior de Justiça, sob pena de se incidir em indevida supressão de instância”. 

    Bruno Borges França apresentou pedido de reconsideração no STJ contra determinação que revogou a prisão preventiva de João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, filho de Binho Galinha. O rapaz foi preso em dezembro do ano passado e em abril deste ano, Paciornik reforçou a revogação da prisão preventiva do réu, mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas, após manifestação do Ministério Público Federal (MPF). 

    O ex-assessor de Binho Galinha (PRD), contudo, ainda teve o pedido de habeas corpus negado pelo TJBA  em fevereiro deste ano. Bruno França é apontado como “homem de grande confiança” de Binho Galinha, que é considerado o suposto líder da organização criminosa. No grupo, Bruno França atuava como um dos operadores da lavagem de dinheiro.