Publicado em 04/08/2026 às 15h01.

TRE-BA abre urna eletrônica ao público em evento nacional inédito

O TRE demonstrou a estrutura interna das urnas eletrônicas, seus componentes, mecanismos de segurança e procedimentos de fiscalização

Redação
Foto: Divulgação

 

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) promoveu, na segunda-feira (3), a abertura da urna eletrônica ao público, em ação simultânea com todos os Tribunais Regionais Eleitorais do país. A atividade integra a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, coordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e tem como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento do equipamento, esclarecer dúvidas e reforçar a confiança na segurança, transparência e auditabilidade do processo eleitoral.

Durante a apresentação, o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação (STI) do TRE-BA, André Luiz Cavalcante, e o coordenador de Equipamentos e Suporte (COSUP) do Regional, Lívio Ara, demonstraram a estrutura interna das urnas eletrônicas (modelos UE 2020 e UE 2022), seus componentes, mecanismos de segurança e procedimentos de fiscalização adotados pela Justiça Eleitoral. Também foram exibidos o processo de preparação dos equipamentos, a emissão da zerésima, o Boletim de Urna (BU), as auditorias e outros instrumentos que garantem a integridade e a transparência do pleito.

Cavalcante destacou que a ação busca aproximar a sociedade do sistema eletrônico de votação. “Estamos iniciando a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação com uma ação pioneira para aproximar a sociedade da urna eletrônica e fortalecer a confiança no processo eleitoral, permitindo que a sociedade conheça a urna por dentro, entenda seus componentes e saiba qual é a função de cada um deles”, afirmou. O secretário reforçou ainda que a transparência é um dos pilares do sistema: “É importante destacar que a urna eletrônica não é uma ‘caixa-preta’. Mesmo com o equipamento desmontado, todos os mecanismos de segurança permanecem preservados. O sigilo do voto e a integridade do sistema são garantidos por diversas camadas de proteção tecnológica, impedindo qualquer alteração dos votos, dos votantes ou violação do processo eleitoral”.

O coordenador de Tecnologia da Informação do MPF na Bahia, Silvio Santana, avaliou que iniciativas como essa contribuem para ampliar o conhecimento da população e intensificar a credibilidade das eleições. “A atividade permite que profissionais da área, jornalistas e cidadãos conheçam de perto como funciona o sistema eletrônico de votação e compreendam o alto nível de tecnologia empregado em sua construção. A urna eletrônica representa uma grande evolução para o processo democrático brasileiro. É um projeto robusto, desenvolvido com diversas camadas de segurança e que transmite confiança. Quando a população conhece o sistema por dentro, fortalece ainda mais a transparência e a credibilidade das eleições”, pontuou.

O coordenador de Equipamentos e Suporte do TRE-BA, Lívio Ara, explicou que a urna eletrônica possui arquitetura semelhante a um computador, mas incorpora mecanismos exclusivos de segurança desenvolvidos pela Justiça Eleitoral.

Segundo ele, o equipamento conta com um Módulo de Segurança (MSE), responsável por armazenar chaves criptográficas e certificados digitais que garantem a autenticidade da urna e permitem a execução apenas de programas oficiais assinados pela Justiça Eleitoral.

Ara acrescentou que todas as informações gravadas na urna – como programas, cadastro de eleitores e dados de candidatos – são assinadas digitalmente e criptografadas, tornando qualquer tentativa de alteração imediatamente identificável. Outro ponto ressaltado foi a ausência de conexão com a internet: “O equipamento opera de forma totalmente isolada, sem Wi-Fi, Bluetooth ou qualquer outro tipo de comunicação em rede durante a votação. A carga dos programas e a transmissão dos resultados são realizadas, exclusivamente, por meio de mídias específicas, preparadas e controladas pela Justiça Eleitoral, eliminando a possibilidade de invasões remotas”.

Ara também mencionou os mecanismos públicos de auditoria: “Antes do início da votação é emitida a zerésima, documento que comprova a inexistência de votos registrados na urna. Ao final da eleição, o equipamento imprime o Boletim de Urna (BU), documento público que apresenta o comparecimento do eleitorado e a votação obtida por cada candidato, permitindo a conferência dos resultados por partidos, candidatos, fiscais e cidadãos, ampliando a transparência e a confiabilidade do processo eleitoral”.

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